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New York Times publica entrevista com Zico Bronzeado |
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Brasília – O deputado federal Zico Bronzeado (PT-AC) foi citado em recente matéria publicada pelo The New York Times, o maior jornal dos Estados Unidos, sobre a queda da produção brasileira de castanha e a ascensão da Bolívia como maior exportador mundial do produto. Segundo foi publicado no jornal norte-americano, Zico Bronzeado disse que se o governo brasileiro tivesse feito como o governo acreano, incentivando o beneficiamento da castanha através de cooperativas de produtores extrativistas, dificilmente o país teria deixado de ser líder na produção castanheira. Bronzeado destacou a construção, pelo governo do Estado, de duas unidades de beneficiamento de castanha consideradas modelos para exportação nos municípios de Xapuri e Brasiléia. Para o deputado, a construção das usinas fortaleceu os produtores extrativistas do Estado e contribuiu para a quebra do antigo monópolio da castanha por parte da família Mutran, do Pará. “Por causa do monopólio, os Mutran pagavam um preço tão baixo que a produção saiu do mapa”, publicou o jornal norte-americano citando entrevista do deputado do PT acreano, apontado como antigo colhedor de castanha que hoje representa o Acre na Câmara dos Deputados. Segundo o jornal, os preços baixos da castanha levaram cultivadores e abandonar o negócio, vendendo suas terras a madeireiros e criadores de gado, num processo que desflorestou vastas áreas da Amazônia e enriqueceu ainda mais a elite brasileira. O The New York Times também lembrou que, para ajudar a quebrar o domínio dos Mutran, o governo do Acre apoiou a construção de fábricas de processamento de castanha, que começaram a operar recentemente para competir com fábricas na Bolívia. Em, seguida, o jornal publica nova declaração do deputado. “Queremos que as exportações partam deste lado da fronteira, para que tenhamos os benefícios aqui”, destacou o deputado. “Pelos cálculos de Bronzeado, o preço pago aos produtores locais de castanha no Acre triplicou desde 2000, graças ao desafio que a Bolívia representou para o monopólio dos Mutran. Como resultado, ex-seringueiros e colhedores de castanha estão abandonando fazendas de gado e voltando a selva para retornar sua atividade – o que tem reduzido o ritmo do desmatamento na região”, publicou o jornal. O deputado Zico Bronzeado destacou, ainda, que disse ao jornal que o Brasil perdeu a hegemonia da produção de castanha por três razões fáceis de serem compreendidas. A primeira foi ter fechado os olhos para os desmatamentos em áreas de ocorrência de maciços da castanheira (equivalente a mais de um 1,5 árvores por hectare), o que era proibido por lei. Esse desmatamento resultou na redução da oferta do produto. A segunda razão foi a falta de incentivo à produção dos trabalhadores extrativistas, que, no Acre, contaram com o apoio institucional do Governo da Floresta. A terceira e última razão foi a estagnação do preço da castanha provocada pelo monopólio da família Mutran, que chegou ao cúmulo de inverter a lógica elementar do processo capitalista. Ou seja, mesmo reduzindo a oferta do produto, o preço continuou sempre o mesmo. |
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