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Acre é boa notícia em jornal paulista Educação é citada como exemplo de implantação de modelo de administração disposto a romper com as desigualdades |
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Um dos maiores jornais do país, o Estado de S. Paulo, circulou, na semana passada, com uma reportagem na qual o Acre, ao lado do Ceará, é citado como um Estado que vem derrotando os indicadores sociais negativos, principalmente na área da educação. O destaque foi feito no último dia 17 de outubro, quando o jornal publicou uma série de reportagens sob o título “Retratos do Brasil: Projetos que funcionam”. A reportagem destaca, no Acre, os investimentos na formação de professores e o crescimento do Estado na média da região Norte em relação às seis provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Comparada aos números de 2001, a avaliação conclui que, em 2003, o Acre já estava acima da média nacional em quatro dos seis itens avaliados. “Na comparação com 2001, entre os 26 Estados e o Distrito Federal, as escolas do Acre têm o maior avanço em pontos do Saeb 2003 na prova de matemática da 3ª série do segundo grau”, diz um trecho da reportagem. Em Língua Portuguesa, agora com o ensino da 4ª série do ensino fundamental sob avaliação, o avanço foi considerado o segundo melhor do Brasil. A reportagem, assinada pelo enviado especial Fernando Bezerra, cita o vice-governador Arnóbio Marques, o “Binho”, que acumula ainda as secretarias de Estado de Educação e de Inclusão Social. De acordo com o vice-governador, o Acre conseguiu esses avanços mesmo com o Estado de precariedade encontrada pelo governador Jorge Viana assumir o governo em 1999, em todos os setores da administração pública, principalmente na área da Educação. “Nós não sabíamos quantas escolas havia nem onde estavam”, diz o jornal, reproduzindo declarações de Arnóbio Marques. Um plano de georreferenciamento, com a utilização do sistema de GPS, localizou algumas dessas escolas: duas construídas em território peruano, uma delas na Bolívia e outras 80 no Estado do Amazonas. Mais grave: 100 escolas existiam apenas no papel. Paralelamente a isso, o governo iniciou um cuidadoso trabalho de recuperação das escolas, já que algumas delas, inclusive na zona urbana, ameaçavam ruir sobre a cabeça dos alunos e outras apresentavam baixas condições de funcionamento. O resultado é que hoje o Acre detém, na zona urbana ou na zona rural, mesmo em locais longínquos, escolas de padrão reconhecido. O jornal O Estado de S. Paulo destaca, no entanto, que o principal investimento do governo acreano na área educacional foi na formação dos professores. “Uma parcela de 25% dos 8 mil professores do Estado só tinha até o primeiro grau”, diz o jornal. “Um programa conjunto com o Ministério da Educação e o Banco Mundial praticamente zerou o número de professores sem segundo grau completo.” Outro ponto destacado na reportagem é o programa elaborado em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac), que colocou 4,5 mil professores com segundo grau em cursos de formação universitária. São pelo menos 90 turmas que se formam este ano. “Outro esforço do Acre é o elevar a qualificação dos professores indígenas”, diz o jornal, mostrando o exemplo do professor Alberto Rosa da Silva, o Tumãkayã, de 30 anos - índio da etnia katukina que é professor há oito anos. Alberto iniciou sua formação em educação indígena, diferenciada e bilíngüe, em 2001. Estadão faz comparações entre governos do PSDB e do PT O Acre é comparado ao Ceará porque a intenção do jornal, de acordo com a reportagem, era fazer um comparativo entre administrações estaduais de partidos antagônicos, como é o caso do PT, que administra o Acre há quase seis anos, e o PSDB, que dirige os destinos dos cearenses há 18. Os dois Estados são definidos na reportagem desta forma: “Ceará e Acre têm pontos significativos em comum, a começar pelo povo: foram basicamente cearenses que, navegando através dos rios da Amazônia, colonizaram, nas duas últimas décadas do século 19, as terras que viriam a formar o Acre (habitadas até então quase exclusivamente por índios). Em tempos mais recentes, os dois Estados viveram processos políticos semelhantes, embora de forma defasada. Em ambos, a vitória de forças políticas tidas como mais modernas sobre oligarquias tradicionais deram início a um processo de mudanças sócio-econômicas expressivas”, diz o jornal. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
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