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FRASE

“Quem quiser vir para a base aliada será de forma espontânea. Não iremos induzir ninguém.”

Márcio Batista (PC do B), líder do prefeito na Câmara


Lula não vem

A exemplo do que aconteceu no primeiro turno, Lula não virá ao Acre no segundo turno. Sua agenda de campanha está lotada e envolve três importantes debates no SBT, Record e Globo. O presidente virá depois da eleição para agradecer os votos.

Norte e Sul

No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi onde Geraldo Alckmin obteve maior percentual de votação. Isso aconteceu porque a população desses Estados tem consciência de que o tucano seria um presidente mais comprometido com essa região. O mesmo raciocínio em relação a Lula deve ser seguido por quem mora nas regiões Norte e Nordeste.

Dependência

Por mais que a economia acreana tenha crescido, não se pode perder de vista que o Acre é um Estado muito dependente dos repasses da União. É o dinheiro que entra via setor público que irriga os diversos setores econômicos. Lula presidente é a garantia de maiores repasses para o Estado.

Cobertor curto

O que todos têm que entender, principalmente os empresários, é que numa eventual vitória de Alckmin o cobertor ficará curto para o governo fazer investimentos. Se hoje o jogo é de ganha-ganha, a partida poderá passar a ser de perde-perde.

Luz

Durante os oito anos de Fernando Henrique Cardoso foram investidos R$ 12 milhões no programa Luz no Campo, atingindo 700 quilômetros. No governo de Lula o investimento foi de R$ 160 milhões, atingindo 5,9 mil quilômetros de rede elétrica. A diferença é grande.

Cargos federais

Carioca Nepomuceno atentou para o detalhe de que a Frente Popular, desde 1998, só teve duas eleições brigadas: a de 2000 e a de 2004. Ele justifica a constatação argumentando que era justamente quando os opositores detinham o controle dos cargos federais e das prefeituras de Cruzeiro do Sul e Sena Madureira. Faz sentido.

Dono dos cargos

Comenta-se nos bastidores que há uma briga entre os opositores para saber quem seria o “dono dos cargos federais” caso Alckmin vencesse a eleição presidencial. O nome do deputado federal eleito Flaviano Melo (PMDB) aparece com favorito. E Tião Bocalom (PSDB), para onde iria?

E Bittar?

Qual seria o cargo que Geraldo Alckmin daria ao candidato derrotado Marcio Bittar (PPS)? Como ele gosta de permanecer pouco no Acre, a Secretaria de Turismo lhe cairia bem.

Ingrato

Marcio Bittar, aliás, está sendo tachado de ingrato por pessoas que lhe hipotecaram apoio durante a campanha. O pepessista, segundo os descontentes, não se deu ao trabalho nem de agradecer os votos recebidos. Ele agiu da mesma forma quando perdeu para prefeito, em 2004.

Hora de aproximar

A aproximação de vários membros da oposição e desafetos declarados da Frente Popular é motivo de reflexões por parte de alguns caciques da coligação. O risco é a população não digerir bem a situação e achar que todo mundo é farinha do mesmo saco e banana do mesmo cacho.

Adversário à vista

Também é importante para Frente Popular ter sempre adversários com espaço devidamente delimitado. Se isso não ocorrer, a tendência é que os próprios partidos da coligação comecem o processo de autofagia.

Seu campo

A oposição tem que ter o seu campo de atuação definido. A população, por exemplo, jamais entenderá se um político como Narciso Mendes aparecer elogiando Jorge Viana.

Perda de votos

A maioria dos vereadores que concorreram a deputado estadual teve uma votação menor do que em 2004. Astério Moreira (PSB), por exemplo, viu sua votação cair de 2.499 votos para 1.703 em Rio Branco. O mesmo aconteceu até com Donald Fernandes (PPS), que se elegeu deputado estadual.

Também quero

É fácil entender a corrida de vereadores para a base aliada: eles viram que a maioria dos deputados que apoiou o governo foi eleita. É uma prova de que a população vota em quem defende as boas propostas. Os parlamentares municipais não querem embarcar na canoa furada em 2008.

Conversa com Pinto

O líder do prefeito na Câmara, Márcio Batista (PC do B), terá uma conversa hoje com o vereador Rodrigo Pinto (PDT). O comunista irá falar ao pedetista como são as coisas na Frente Popular. Batista dirá que quem quiser vir será de forma espontânea, porque não induzirá ninguém.

Valorização

Há quem avalie que Rodrigo Pinto está incentivando as especulações sobre sua saída da oposição para se valorizar. Se for esse o objetivo, ele está fazendo o jogo errado.

Comício em Sena

Amanhã, a Frente Popular realiza um grande comício em Sena Madureira em prol da candidatura do presidente Lula, que também perdeu no município no primeiro turno.

Vermelhos

Somente o PC do B pôs sua militância nas ruas para pedir votos para o presidente Lula. Falta aos demais partidos da Frente Popular agir do mesmo jeito.

Cinco mil

As preces dos moradores do ramal da Colônia Cinco Mil foram ouvidas. O governo do Estado iniciou o trabalho de asfaltamento da estrada. Essa é uma reivindicação antiga, que irá facilitar a vida de muita gente, inclusive dos turistas.

Abacaxizada

O prefeito de Tarauacá, Vando Torquato (PSDB), está tendo problema com o candidato a deputado estadual que apoiou, o vereador Chico Batista (PDT). Derrotado nas urnas, Batista não acredita que Torquato tenha se empenhado na sua eleição.

Presente e passado

Aperreado na busca de apoio, Vando Torquato, segundo fonte da coluna, está negociando para atrair o ex-prefeito Esperidião Júnior (PMDB) para o seu lado. Para quem não lembra, o peemedebista foi obrigado a renunciar o mandato por denúncia de irregularidades.

Repondo a verdade

A respeito de nota publicada na coluna na terça feira, consignando que o senador Geraldo Mesquita (PMDB) houvera sido destratado no aeroporto de Cruzeiro do Sul por um ex-assessor de seu gabinete, o parlamentar entrou em contato com a coluna para negar o fato e imputar a informação à campanha difamatória dos adversários, esclarecendo, também, que no município, desde o início do mandato senatorial, possui apenas um assessor, o jornalista Mazinho, profissional que continua sendo seu bom e fraterno amigo. Fica o registro!

Além da queda, o coice!

O jornalista Claudio Humberto (http://www.claudiohumberto.com.br/) informa que o Tribunal Superior Eleitoral decidiu terça-feira, por maioria, multar em 20 mil Ufirs a rádio CBN/SP por manter em seu site um comentário de Arnaldo Jabor criticando o presidente Lula. Segundo o relator da representação petista, “houve uma avaliação ideológica de cada candidato, pintando de forma muito colorida um deles e denegrindo o outro”. Uma Ufir equivale a R$ 1,0641, totalizando R$ 21,2 mil.

 

 
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Rio Branco-AC, 19 de outubro de 2006
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