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Combate à exploração sexual infantil Polícia Federal põe em funcionamento sistema para rastreamento de informações sobre exploração de menores |
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O programa foi entregue oficialmente à Polícia Federal na semana passada, em Brasília, com a assinatura do termo de doação feita pelo governo canadense e a Microsoft, responsáveis pelo desenvolvimento do software. O desenvolvimento da tecnologia, que também será aplicada em outros países, custou US$ 7 milhões. Os primeiros contatos do governo brasileiro com a polícia canadense e a Microsoft começaram em 2004. No ano passado tiveram início as etapas de planejamento e adaptação do programa à realidade brasileira. Uma equipe de especialistas esteve no Brasil por um período de seis meses para estudar as peculiaridades da prática desse tipo de crime. O Child Exploitation Tracking System será instalado na Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal em Brasília. Na última semana, 15 peritos da PF foram submetidos a treinamento de manutenção e operação do sistema para, em seguida, instruir os demais policiais no Brasil. A previsão é de que o software possa ser compartilhado em todo o País até meados de 2007. Além disso, o objetivo é que o sistema também seja usado pelas polícias civil e militar, bem como pelo Ministério Público e pelo poder Judiciário. O programa de rastreamento possibilitará às forças policiais brasileiras uma ação mais efetiva, já que vai permitirá que mais policiais alimentem o sistema com dados que possam ser compartilhados em todo o território nacional. De acordo com o consultor de serviços da Microsoft, Alberto Tolentino, os criminosos poderão ser identificados de diversas maneiras, como nicknames (apelidos), endereço físico, e-mails e nome próprio. “Quando o policial inserir qualquer um destes dados no sistema, automaticamente ele encontrará informações relacionadas a esta pessoa. Esses dados também poderão ser visualizados por outros investigadores”, explica. Para o chefe da Perícia de Informática da Polícia Federal, Paulo Quintiliano, o novo sistema vai contribuir sensivelmente com o poder de alcance dos policiais brasileiros. “Com certeza, o Cets vai nos ajudar na elucidação de casos de exploração de menores”. Segundo o policial federal, antes da implantação do software, o serviço de pesquisa em fotos e arquivos era feito manualmente, o que demandava muito tempo dos policiais, além de dificultar a troca de informações com outras forças policiais locais ou até mesmo de outros países. Para o diretor de Setor Público e Educação da Microsoft do Brasil, Paulo Cunha, o objetivo da companhia é tornar a Internet mais segura para todos. “Sentimo-nos honrados em ter colaborado no desenvolvimento da tecnologia Cets para ajudar nos esforços das autoridades policiais”, afirma. Como começou A criação do programa partiu de uma situação curiosa. Um policial canadense, insatisfeito com a falta de recursos tecnológicos disponíveis para ajudar esse tipo de crime, enviou um e-mail a Bill Gates, dono da Microsoft, pedindo apoio. Para a surpresa do remetente, ele obteve resposta positiva. A companhia se interessou e começou a trabalhar com o Serviço de Polícia de Toronto e com a Polícia Real Montada do Canadá para definir de que maneira poderia atender às necessidades das forças policiais dedicadas a esta tarefa. Para Quintiliano, a criação do Cets é um exemplo bem sucedido de colaboração entre a polícia e a iniciativa privada. “O acesso a esse tipo de abordagem integrada permitiu que cada participante trouxesse seu conhecimento e contribuição, permitindo uma resposta mais eficaz a esse tipo de crime”. A iniciativa começou em 2003, quando técnicos da Microsoft trabalharam em conjunto com autoridades canadenses para projetar o software. Após o lançamento oficial em 2005, o sistema Cets foi apresentado pela Polícia Real Montada do Canadá a diversas policias do mundo. A Polícia Federal do Brasil foi uma das primeiras a demonstrar interesse pelo sistema. Durante a fase de implementação no Brasil, o sistema foi traduzido para a língua portuguesa, recebeu sugestões dos investigadores e foi adaptado aos processos locais. |
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