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Morre um líder dos povos da floresta
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Morreu terça-feira, 14, no hospital da Fundação Hospitalar do Acre, José Mendes de Castro, 74, um pioneiro das lutas em defesa da floresta acreana nos anos setenta. Nascidos em Tarauacá, ele, a mulher e 12 filhos foram expulsos da terra e passaram a viver numa área de invasão no município de Plácido de Castro. Há alguns anos, se mudaram para o Benfica, nas proximidades de Rio Branco. José Castro tornou-se referência na resistência contra o desmatamento e a bovinização do Acre. Participou das comunidades eclesiais de base da Igreja, depois ajudou a fundar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a Federação dos Trabalhadores e o Conselho Nacional dos Seringueiros. Foi também fundador do Partido dos Trabalhadores e colaborador da CPT, Visado por fazendeiros e grileiros de terras, Castro chegou a levar um tiro na perna disparado por alguém suspeito. Em outra ocasião, jurado de morte, foi salvo pelo Bispo D.Moacyr Grechi que foi até sua posse na companhia de Abrahim Farhat, o Lhe, para socorre-lo. O veiculo do bispo atolou e teve que ser puxado por uma junta de bois. Castro e outros agricultores, como Anselmo e Elpídio, nunca recuaram da luta. Os três chegaram a plantar arroz em grande quantidade e faziam doação do produto para o sindicato e para o PT. Em contrapartida, contavam com o apoio de militantes como Zé Gilberto (já falecido), do PT, que lhe fornecia instrumentos de trabalho (terçados, foices) e algumas espingardas. A família de Castro, com apoio da CPT, da CUT e de outros movimentos populares mandaram celebrar missa “in memoriam” na terça-feira, 21, às 19 horas na Igreja N,S.da Conceição, no segundo distrito. José de Castro tem seu lugar na história e nas lutas dos povos da floresta. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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