| COTIDIANO | |
Pesquisa mostra que homens são mais vítimas de violência Maior parte está entre a faixa etária de 30 e 39 anos |
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Resultado preliminar de pesquisa sobre violências e acidentes, registrados no Hospital de Base de Rio Branco e nas unidades públicas de saúde, mostra que os homens rio-branquenses sofrem mais acidentes e são vítimas mais freqüentes de violência que as mulheres. O relatório, que enumera mais de 1,3 mil casos, foi feito pela Divisão de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis, da Vigilância Epidemiológica e Ambiental do município, com base nos registros nessas unidades. Ele traça o perfil das vítimas de acidentes e de violências em Rio Branco e deve servir para a criação de novas políticas de prevenção e de atendimento. Os dados, concluídos em setembro desse ano, revelam que dos 1.326 casos de violências e de registros de acidentes, 65,7% acometeram homens, enquanto que as mulheres representaram 34,3% dos atendimentos. Proporcionalmente aos números nacionais, os índices da capital acreana são praticamente os mesmos. Dos 12,5 milhões de casos de acidentes no País, 66% das vítimas eram do sexo masculino. Conforme a freqüência de casos, aqueles acidentes que mais se registraram, 27% estão relacionados a quedas, sobretudo entre crianças de cinco e nove anos e estavam em suas residências (40%) no momento do acidente. Por faixa etária, a pesquisa apontou que homens entre 30 e 39 anos são as maiores vítimas de violência. “A explicação para isso é que esta é a faixa produtiva do homem. Nela, ele está saindo para o trabalho e voltando dele mais vezes que nas outras fases da vida”, completa José Carvalho Borges, que é chefe da Divisão de Doenças e Agravos e Não-Transmissíveis e um dos organizadores da pesquisa. Na segunda posição dos mais comuns estão os relacionados aos transportes. Esses acidentes representam 26% do total e o condutor é sempre a maior vítima, principalmente, motociclistas. Em pelo menos um terço desses acidentes as vítimas mantinham suspeitas de terem consumido álcool ou algum outro tipo de droga, atesta a pesquisa. Para Jeosafá César da Costa, coordenador da Vigilância Epidemiológica Municipal, “as informações vão permitir que, pela primeira vez, possamos traçar um perfil epidemiológico pelo qual o País atravessa, que é uma transição demográfica dos hábitos de vida e auxiliar no trabalho dos profissionais de segurança, de medicina e de enfermagem”. Conforme César, na década de 70 se morria com maior freqüência por doenças infecciosas. “Hoje, as mortes acontecem muito mais pelos agravos não-transmissíveis, que são as violências e os acidentes, os problemas cardiovasculares e as neoplasias, que são os cânceres”. Samu é a instituição mais confiável das vítimas O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, é a instituição que a população recorre mais em situações críticas. Segundo a pesquisa, os profissionais do Samu atendem até mesmo casos que em tese, estariam fora de suas atribuições, entre elas problemas considerados de natureza leve ma que precisam ser cuidadas em uma unidade de saúde. “Isso nos mostra que as pessoas confiam muito mais no Samu e estão sempre prontas a acioná-lo, sempre que presenciam um acidente”, avalia Borges. Os acreanos tendem a acompanhar mais suas vítimas, durante o traslado até o hospital, do que as pessoas do resto do País. Em Rio Branco, enquanto que 80,2% das pessoas se deslocaram com a vítima até a unidade de socorro, apenas 77% fizeram isso, em nível nacional. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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