| COTIDIANO | |
Rio Acre sobe cinco metros em 72 horas e preocupa autoridades Moradores dos bairros mais baixos já sofrem as conseqüências das chuvas |
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O nível das águas do Rio Acre, que na última sexta-feira media 6,82 metros, apresentou um repentino aumento de mais de cinco metros e a régua da Defesa Civil marcava 11,87 na manhã de ontem, faltando pouco mais de 1,5 metro para atingir a cota de alerta. Enxurradas provocaram o transbordamento do igarapé Almoço e Judia. Os bairros mais atingidos foram o Mauri Sérgio, onde moradores foram pegos de surpresa com o transbordamento do igarapé Judia, e o Corrente, no local, as pessoas amanheceram o último domingo com a água entrando em suas casas. O repentino aumento do nível das águas assusta moradores do bairro Ayrton Senna, o local é normalmente o primeiro da capital a ser atingido com as enchentes. A dona de casa Maria Eronildes, 56 anos, já vê as águas do rio Acre começarem a invadir seu terreno e lembra com tristeza que no início de 2006 a alagação em Rio Branco cobriu sua casa praticamente por inteiro. “A maior infelicidade da minha vida foi ver a minha casa faltando apenas dois palmos para ser completamente coberta pelas águas do rio Acre. Mas Deus sabe o que faz, temos que esperar pela vontade dele”, enfatiza Eronildes. Ela conta que chorou muito, e diz que na época a água demorou a vazar, piorando a situação dos moradores do bairro. “Fui obrigada a sair de casa e me hospedar na chácara de um amigo, mas ele já se mudou do local e caso aconteça uma nova enchente não sei onde ficarei”, comenta a dona de casa apreensiva. O que preocupa ainda mais são as previsões dos meteorologistas. Segundo o site www.climatempo.com.br, a possibilidade de chuvas nos próximos dias é grande, principalmente na capital do Acre. Nos próximos cinco dias deve chover algo em torno de 90 milímetros. Defesa Civil atenta à possibilidade de enchente A Defesa Civil Municipal já tem um plano de contingência em precaução ao risco de uma nova enchente. O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, reuniu-se com secretários para traçar estratégias e atribuir obrigações a cada órgão. O coronel Gilvan Vasconcelos, coordenador da Defesa Civil Municipal, passou o último final de semana monitorando os bairros atingidos pelo transbordamento dos igarapés – conseqüência das enxurradas. “O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estiveram atendendo a chamada dos moradores dos bairros atingidos. Esta foi uma enxurrada forte, porém, estamos mais preocupados ainda com o repentino aumento do nível das águas do Rio Acre, pois este leva um bom tempo para secar”, afirma Gilvan. O coronel conta que em 1978, quando o Rio Acre chegou a medir 16,90 metros – medição superior a da última alagação – a cheia também aconteceu no mês de dezembro. “Estamos atentos a isso, e tomaremos as providências possíveis para que aquela situação não volte a se repetir”, destaca. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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