| COTIDIANO | |
Parque da Maternidade Chuva forte e problemas do solo geram desterramento, mas qualidade da obra não está comprometida |
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O trecho de vinte metros do Parque da Maternidade nas proximidades da avenida Ceará cedeu na madrugada deste domingo em processo de acomodação de terra provocado pela natureza do solo, lençol freático e as intensas chuvas que caem ultimamente sobre Rio Branco. A área, em cuja região o Igarapé da Maternidade está próximo de desembocar no rio Acre, é muito baixa e durante a construção do parque passou por um forte processo de substituição de solo. As chuvas do fim de semana, mais especificamente a que caiu no sábado, geraram a movimentação do talude às margens do igarapé, protegida por uma contenção conhecida como “colchacreto - o mesmo sistema aplicado às margens do rio Acre. Homens e máquinas do Departamento de Estradas de Rodagem (Deracre) e da Secretaria de Obras Púbicas (Seop) agiram imediatamente para corrigir o desterramento. Promoveu-se, na hora, um corte que reduziu em 30 graus o talude, diminuido-dos 45º para atuais 30º em um processo de eliminação de peso. Além disso, Deracre e Seop promovem o reforço da drenagem subterrânea visando interceptar o lençól freático. Esses problemas, informa Eduardo Vieira, da Seop, não maculam a qualidade da obra do parque. “O parque é uma obra que exige manutenção constante”, lembrou Vieira. Há equipe especialmente destacada para realizar serviços de manutenção, reparando cercas, calçadas, canteiros, playgrounds e todos os equipamentos do espaço. Maior expressão - Inaugurado em 28 de setembro de 2002, é a obra de maior expressão na cidade de Rio Branco com uma extensão de seis quilômetros. Corta grande parte da cidade. Possui pista de rolamento para carros, ciclovias e calçamento para pedestres, playground, pista de skate, quadras de esportes, anfiteatro, praças, restaurantes e lanchonetes. É um lugar de descontração para um bom papo, lazer e estruturado para a prática de esportes. Possui espaços que chamam muito a atenção, a Casa dos Povos da Floresta, que teve sua construção inspirada nas malocas indígenas e constitui-se num espaço de valorização cultural desses povos, dos seringueiros e ribeirinhos. Possui um acervo de livros, revistas, publicações e documentos, sala de vídeo e peças artesanais indígenas. O advento do parque faz parte das ações de resgate da autoestima do povo acreano. O Governo da Floresta desenvolveu o maior programa de resgate da memória histórica e cultural do povo acreano e executou obras que havia muito tempo estavam paralisadas - entre elas destaca-se o Parque da Maternidade. O projeto ficou dez anos paralisados por uma série de problemas e escândalos mas, pela intervenção do governador Jorge Viana, foi concluído em 24 meses e hoje se constitui no maior espaço público de lazer e entretenimento da capital, junto com o Parque do Tucumã e outros espaços. O processo de recuperação da área desterrada deve durar vinte dias, segundo calcula o secretário Vieira. A Seop instalou tapumes e isolou o local. As operações não comprometem o tráfego de carros ou pedestres na região. Vieira descarta, a princípio, a ocorrência de problemas semelhantes devido às características de cada trecho do parque. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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