| COTIDIANO | |
ACS certifica nove famílias do Reca |
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Em termos ambientais, aspectos como práticas de conservação dos solos e manejo de sementes são levados em consideração. A educação, a segurança alimentar e a equidade de gênero são requisitos no eixo social enquanto o econômico valoriza, entre outras coisas, os investimentos em atividades não predatórias e a melhoria da qualidade de vida. A certificação cabe à propriedade que atender todos os requisitos. As famílias recebem orientação técnica de vários órgãos governamentais e não-governamentais. “A capacitação ajuda a definir as regras do grupo e consolidam práticas sustentáveis o que leva à certificação de origem, de produção orgânica e socioambiental”, explicou Mirna Canizo, do Pesacre, uma das entidades que apóiam a ACS. As regras não podem ser menosprezadas e a falta de um membro prejudica todo o grupo. “Durante o processo, um produtor derrubou e queimou sem atentar às nossas diretrizes. Como forma de punição, sugerimos que ele se afastasse por um ano e aguardasse a formação de uma nova turma. Se ele não fosse punido, todo o grupo atrasaria a certificação”, comentou o produtor Vilson Talini que recebeu o selo na manhã de ontem. A metodologia da ACS nasceu das discussões de vários técnicos e produtores preocupados com a produção orgânica que há dez anos tentam sistematizar uma forma de dar visibilidade àqueles que encontram caminhos sustentáveis. Em 2001, um projeto costurado pelo Pesacre, Reca e Seprof recebeu apoio do Fundo da Biodiversidade (Funbio) para definir os critérios básicos e específicos. Desde então, o caráter socioparticipatvio tornou-se um diferencial frente aos demais selos certificadores. Hoje, além do Reca, a iniciativa envolve mais de 50 famílias distribuídas pelo Humaitá, Moreno Maia, Benfica e aldeias apurinãs. Segundo Marcos Vinícios Franco, da Escola da Floresta e membro da Câmara Técnica da ACS, alguns resultados já são visíveis como o nível de organização das comunidades, a consolidação da Feira de Produtos Orgânicos em Rio Branco (AC) e a melhoria da renda familiar devido à eliminação da figura do atravessador. A ACS conta com os seguintes parceiros: Pesacre, CPT, Reca, Fetacre, gabinete do senador Siba Machado, Seprof, Se ater, Secretaria Federal da Agricultura do Acre, Ufac/Parque Zoobotâncio/Arboreto, Secretaria de Planejamento, Embrapa Acre, Ibama, Sebrae, Escola da Floresta, Agência de Negócios do Acre e Prefeitura de Rio Branco. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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