
Pequenos e grandes estabelecimentos
investem
na fórmula para atender o mercado gastronômico
O objetivo de acompanhar o ritmo das pessoas nos dias de hoje fez alguns restaurantes da cidade adotarem o serviço de self-service - que traduzido significa “serviço rápido”. Nesses restaurantes os clientes é que se servem. Os garçons? É, parece que a profissão está mesmo chegando ao fim. Segundo a dona de um pequeno restaurante que usa o sistema, Maria Isabete, a tendência do setor gastronômico moderno é baratear custos para maximizar a concorrência - que é considerável.
“Esse serviço é bem mais prático tanto para o cliente quanto para o empresário. O cliente se serve a maneira que quer e paga pelo que come, sem ter que dar gorjetas ou mesmo ficar sem jeito quando o garçom se aproxima”, diz ela.
Nos restaurantes que oferecem o serviço, o cardápio costuma ser extremamente variado. Ajudam a escolher o que comer o cheiro e a visualização prévia de cada prato, sem qualquer compromisso.
O self-service, logo que chegou ao Acre, era mais acessível às pessoas de classe média e alta. Hoje o serviço existe em restaurantes menores onde as pessoas de classe mais baixa podem desfrutar à vontade.
No centro de Rio Branco é possível encontrar muitos deles. Além da comida um pouco mais requintada que a dos restaurantes tradicionais, os clientes ainda contam com ar-condicionado, sobremesa e várias opções de sucos.
PREÇO - Como nesse tipo de restaurante o cliente decide a quantidade de comida, o preço varia bastante. Como por exemplo, em alguns estabelecimentos a pessoa que come em média 400 gramas vai desembolsar 6 reais. Lógico que esse valor é válido para restaurantes de classe média e alta.
Há aqueles em que o quilo da comida vai custar 6 reais. Portanto, em 400 gramas o cliente vai pagar um preço bem mais baixo.
Empresários falam da importância do serviço
“Eu considero o atendimento bem mais eficiente, a pessoa tem liberdade para escolher o que vai comer e na medida que quer comer. Elas só pagam o que comem e não perdem tempo esperando o garçom vir deixar o pedido, que as vezes demora muito. Hoje as pessoas não tem tempo para esperar, quanto mais rápido for o serviço, melhor”, afirma Maria Isabete.
“Como as pessoas hoje em dia levam uma vida extremamente corrida, elas não têm tempo para fazer um pedido e esperar os cozinheiros fazer a comida. Com o self-service, elas podem ir ao restaurante e se servirem logo que chegam. Além disso, têm liberdade para escolherem o que querem, pois o alimento está visível a elas e podem servir-se com o que melhor se agradam”, explica Roberto Pinheiro.
Ele também explica que quanto ao lucro, depende muito, pois as vezes o restaurante cozinha mais do que o necessário e as vezes a quantidade de comida estragada é muito grande.
“Essa questão de lucro e vantagens é algo muito equilibrado, pois as vezes cozinhamos para 300 pessoas e na hora do almoço, apenas umas 120 aparecem para almoçar. Só aí, o restaurante já teve um grande prejuízo, pois aqui não servimos comida de um dia pro outro. Mas já tem aqueles dias em que é grande o número de clientes e conseguimos vender tudo o que fizemos”, ressalta.
Roberto é proprietário de um desses restaurantes que oferecem o serviço. Há mais de 15 anos trabalha no ramo.