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Rio Branco - Acre, terça-feira, 14 de janeiro de 2003
Ainda indefinida a situação de Nuno Miranda

Continua sem desdobramentos a situação do vereador Nuno Miranda (PPS), eleito presidente da Câmara Municipal de Rio Branco num pleito tumultuado, na semana passada. O Partido Popular Socialista (PPS) analisa o pedido de desfiliação do vereador, enquanto o PSB repele os rumores de filiação e outros partidos preparam o convite.

O episódio da expulsão de Nuno Miranda pode ser o último dos contundentes fatos políticos depois que a Frente Popular do Acre (FPA) sagrou-se campeã nas eleições diretas em 2002. Com maioria na Assembléia Legislativa, na Câmara dos Deputados, no Senado da República, além do governo do Estado e da simpatia e até amizade do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, a FPA torna-se um gigantesco rolo compressor.

“Nuno Miranda, como presidente da Câmara através do PPS, poderia confabular alianças com algumas dissidências menores do MDA e até da FPA para lançar candidatura própria. Se não desse certo, poderia ganhar uma ou até duas secretarias. Com a desfiliação, tudo muda. A FPA fica absoluta no cenário político, até porque a chapa que o elegeu tem apenas integrantes desta sigla. Mas ele pode, sim, aparecer como um grande nome”, analisa um político, que não quis se identificar.

De qualquer forma, pouca coisa muda no cenário político acreano. A vitória da chapa de Nuno Miranda, o pedido de desfiliação, a debandada em massa do PPS, a série de negociações, e, por fim, a enorme pressão que a mídia vem lançando sobre o tema, pode ajudar a configurar um cenário pouco modificável para as eleições municipais de 2004.

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