© Copyright Página 20 todos os direitos reservados
Rio Branco - Acre, domingo, 26 de janeiro de 2003

Memorial do Craque

Cedida

Rio Branco, 1985. Da esquerda para a direita, em pé: Chicão, Ilzomar, Tonho, Marquinhos, Othon e Zenon. Agachados: Robertinho, Paulo Henrique, Jorge Jacaré, Manoelzinho e Roberto Ferraz

Meia habilidoso, Jorge Jacaré vestiu várias camisas e conquistou inúmeros títulos

Depois de abandonar os campos de futebol, o ex-craque
formou com o amigo Venícius uma dupla imbatível no futevôlei

Francisco Dandão

Canhoto, exímio cobrador de faltas, preciso nos lançamentos em profundidade, o meio campista Jorge Luiz Silva da Cunha, de apelido Jorge Jacaré (herança do pai, um lateral esquerdo que jogou no Vasco e no Andirá na década de 1960), marcou época no futebol acreano com a camisa de cinco clubes: Juventus, Rio Branco, Independência, Andirá e Vasco da Gama.

Nascido em 14 de agosto de 1965, Jorge Jacaré começou a carreira aos 12 anos, em 1977, numa escolinha comandada pelo então centroavante Antônio da Loteca, no Atlético Clube Juventus. Mas ficou somente um ano no Ninho da Águia. Em 1978 mudou-se para o Rio Branco, depois de submeter-se a um teste comandado pelo técnico Illimani Suarez.

Nos infantis do Rio Branco, Jacaré ficou quatro anos, até subir para os juvenis, em 1982. Dois anos depois, no primeiro semestre de 1984, foi requisitado para a reserva do time de cima, sendo que a grande oportunidade apareceu na final do Copão da Amazônia, em Macapá. “Entrei no lugar do Carioca, machucado, e nós ganhamos por 2 a 0 do Baré de Roraima”, explica.

Em 1985, com a chegada do técnico Coca-Cola, Jorge Jacaré passou a titular absoluto do meio-campo do Rio Branco. Condição em que permaneceu até o início de 1988, quando resolveu voltar ao Juventus, convidado pelo tio Aníbal Tinoco. Foram três temporadas seguidas no Clube do Povo, o que incluiu os dois primeiros títulos da era profissional (1989/1990).

De 1991 a 1996, ano em que pendurou as chuteiras, foram várias as camisas na vida do atleta: Independência, no campeonato brasileiro da série B, em 1991; Rio Branco, campeonato acreano de 1992; Andirá, campeonato acreano de 1993; Vasco da Gama, campeonato acreano de 1994; e novamente Juventus, onde sagrou-se bicampeão nos campeonatos de 1995 e 1996.

Cedida Cedida

 

Dois técnicos foram marcantes
na carreira de Jorge Jacaré

Enquanto as lembranças se sucedem na conversa, Jorge Jacaré faz questão de destacar a importância de dois técnicos ao longo da sua carreira. “Primeiro, o Illimani, que foi a pessoa que me ensinou os fundamentos do esporte. Depois o Coca-Cola, que acreditou no meu potencial e me lançou em definitivo no time titular do Rio Branco”, afirma o ex-jogador.

No que diz respeito aos melhores do futebol acreano que viu em ação, Jorge Jacaré escala um time sem precisar pensar muito, como é de praxe acontecer com outros personagens que se deparam com igual indagação. Os escolhidos dele são: Klowsbey; Mauro, Neórico, Chicão e Duda; Emílson, Paulo Henrique e Dadão; Roberto Ferraz, Gil e Neivo.

“Esses jogavam muito”, diz.

Cedida

Juventus, 1989. Em pé, da esquerda para a direita: Ricardo, Ilzomar, Marcelo Aquino, Gilmar, Gerson e Paulão. Agachados: Ley, Jorge Jacaré, Marquinhos, Paulo Henrique e Marcelo Carioca

Muitas alegrias e uma única tristeza

Trabalhando atualmente na Universidade Federal do Acre (Ufac), onde exerce o cargo de chefe do setor de almoxarifado, Jorge Jacaré diz que teve mais alegrias do que frustrações enquanto jogador de futebol.

“Eu diria que tristeza eu só tive uma. Foi quando eu quebrei a perna, jogando pelo Rio Branco, contra a Adesg, num choque com o zagueiro Nilton. O lance foi casual, mas eu achei que nunca mais jogaria”, conta.

“Já as alegrias”, conclui Jacaré, “essas foram muitas. Desde as amizades, passando pelas viagens, até os títulos. Eu sempre dei sorte de jogar em grandes times. E assim, as conquistas aconteciam facilmente”.

Colunas
Cotidiano
Expediente
Editorial
Estilo
Especial
Esporte
Política
Principal
Othon e Jacaré: amigos dentro e fora do campo
Jacaré e Venícius, parceiros de futevôlei