PÁGINA DO EMPREENDEDOR

 

Avestruzes começam a se reproduzir no Acre

Criadores se preparam para instalar laboratório para chocar ovos

Quando veio para o Acre em meados da década de 90 como estagiário da Map Construtora para fazer um estágio nas obras da BR-317 entre Rio Branco e Brasiléia o estudante de engenharia civil, Carlos Fernando Gomes Martins não imaginava que estava dando um passo que mudaria totalmente os rumos de sua vida.

“Foi amor à primeira vista, me apaixonei pelo Acre e nem voltei para concluir meu curso, trabalhei até como padeiro para começar minha vida aqui, mas valeu a pena, tenho esposa e filhos acreanos, minha empresa a Normed e meu hobby de criar aves exóticas, dentre elas o avestruz”, declara Fernando.

Logo à entrada da Estância Três Irmãos destaca-se a estátua de um touro, animais que na verdade ocupam a maior parte dos 63 hectares da propriedade onde cria 60 matrizes que contam com três touros e neste momento estão amamentando 33 bezerros dos quais, além das fêmeas e animais de corte vão sair pelo menos 12 novos tourinhos de boa raça.

“O gado é ainda o investimento rural de melhor retorno Acre, mas como tenho uma paixão especial pelas aves, decidi comprar uns filhotes de avestruz, o boi do futuro que vem dando ótimos resultados no Mato Grosso.

Como é um animal pouco conhecido por aqui tenho agüentado muitas piadas por parte dos amigos, mas não desanimei e neste ano elas estarão colocando seus primeiros ovos”, explica.

Há três anos comprou, em Campo Grande no Mato Grosso do Sul, cinco casais de animais com seis meses de idade a R$ 1.500 cada um. Perdeu dois dos casais por dificuldade de adaptação com a umidade e falta de pratica no manejo dos animais. “Hoje tenho sete casais adultos, deviam ser pelo menos nove, mas a perda faz parte do aprendizado em toda e qualquer atividade.

Gosto de vê-las correndo e os machos girando de asas abertas em sua dança na qual se exibem fazendo corte para as fêmeas que estão prestes a começar a botar”.

Fernando é considerado o maior entre os dez criadores de avestruz hoje existentes no Estado, além delas cria em sua estância três variedades de pavão, várias raças de galinha, pombos com cauda de pavão e ainda mini-poneis.

“Os amigos ainda me gozam perguntando se já estou vendendo ovo a R$ 300 e esse é mesmo o preço. Quando comprei meus filhotes de seis meses eles custaram R$ 1.500 cada um, agora esse é o preço dos filhotes de três meses porque os bons resultados estão valorizando a criação. O gado é nosso grande negócio, mas já tem um bocado de gente tomando gosto pela avestruz.

Crio porque gosto, mas isso também precisa dar retorno e o mercado está aberto para seus produtos”.

Uma ave adulta consome um quilo de ração por dia, o resto é pasto, come capim como gado e produz mais de 150 quilos de carne que é vendida em açougues especializados a R$ 85 o quilo. “Sua carne vermelha como a de gado, é mais nutritiva e a grande vantagem é não ter colesterol”, destaca o criador.

Outras vantagens são a venda de cada pele a mil dólares, cerca de R$ 2.600 ao valor de hoje, o couro das canelas a 25 dólares, isso sem contar as plumas (penas) que além de produzir os melhores espanadores do mundo, brilham na avenida durante o carnaval. A exemplo do gado, da avestruz nada se perde, bicos, unhas e até as cascas de seus ovos, capazes de agüentar um homem em pé sobre elas, são usadas para fazer jóias e artesanato.

“Estão usando as cascas dos ovos como suplemento alimentar no combate a osteoporose”, destaca Fernando, segundo o qual os criadores locais estão se organizando para garantir o funcionamento de um laboratório já montado na Vila Acre, onde serão chocados os ovos produzidos aqui. “Estamos iniciando a reprodução, demorou um pouco porque é como começar um rebanho de gado a partir dos filhotes, mas neste caso a vantagem é de que posso manter até cem animais num hectare e cada fêmea produz uma média de 96 ovos por ano”.

Sebrae treinará 939 famílias rurais no Acre

A diretora técnica do Sebrae no Acre, Beth Monteiro apresentou ontem aos produtores rurais e lideranças políticas de Capixaba o projeto de trabalho da Assessoria Técnica Social e Ambiental (Ates).

Durante quatro anos ele integrará os vários serviços de assistência técnica rural a fim de garantir maior rapidez e eficiência no atendimento das famílias que vivem nos projetos de colonização do Incra em todo o Acre.

Através dele o Incra repassará recursos para que o Sebrae estimule o empreendedorismo rural por meio de uma ação que integrada com a Seater, Ibama, Imac, Associações e Sindicatos de Produtores rurais além da prefeitura de Capixaba através de suas secretarias da agricultura, educação e saúde, além dos bancos do Brasil e Basa.

Animada com as perspectivas desse projeto, Beth fez questão de destaca que: “O Sebrae tem concentrado suas ações junto aos empreendedores da zona urbana, mas para nós, quem esteja montando um negócio por conta própria para garantir o sustento de sua família e ainda oferecer oportunidade de trabalho a outras pessoas, é um empreendedor e merece todo o nosso apoio para ter sucesso”.

Dentre os principais objetivos desse convênio assinado pelo Incra com o Sebrae está o de levar treinamentos que estimulem as atividades empreendedoras entre os produtores rurais. Com haverá uma melhoria real em sua condição de vida levando a fixação deles à terra.

Ao longo dos próximos quatro anos a equipe do Sebrae treinará 939 famílias, 761 delas em três projetos de colonização de Capixaba. O maior é a á Alcoobrás com 408 famílias, São Gabriel com 150 famílias e Zaqueu Machado com 203 famílias.

Para isso, trabalharão em parceria o Incra, a Copeagro, o Ibama, Imac, Basa, Banco do Brasil, Associações e Sindicatos de Produtores rurais e prefeitura que colocarão 64 técnicos à disposição desse trabalho.

“Estamos marcados com o destino do sucesso já que este projeto começa em Capixaba um mês e 17 dias depois que iniciamos nossa administração. A oferta de assistência técnica e apoiou aos nossos produtores rurais é muito bem vinda, até porque 75% de nossa população vive na zona rural onde luta com muita dificuldade para cultivar suas lavouras e escoar a produção”, afirmou o prefeito Joais Santos o qual participou da abertura da reunião de planejamento que se estendeu por todo o dia no Centro Cultural do Município.

Jorge Soares de Souza o presidente do Sindicato dos Trabalhadores rurais de Capixaba onde a Seater estima que pelo menos 1.100 famílias vivam do trabalho rural, explicou que: “Temos uma terra muito boa e um clima ótimo para plantar e criar qualquer coisa, mas nossa zona rural não consegue se desenvolver porque falta apoio e apoio precisa ser entendido como assistência técnica permanente, crédito e estradas que garantam o escoamento da produção. Se faltar qualquer um deles todo o resto não funciona”.

Xampu contra calvície é sucesso 

A divulgação do Sebrae Acre em novembro do ano passado sobre a descoberta do xampu contra calvície mudou completamente a vida do produtor rural Carlos Pinto que atende pedidos de clientes em todas as regiões do país. “Agora eu não tenho mais sossego. O telefone da casa da minha filha não pára mais de tocar”.

Ele distribui o produto via correios e afirma estar muito satisfeito com o aumento das vendas. Elaborado a partir do extrato de sete plantas da floresta amazônica, o xampu é indicado para o combate da queda de cabelo e possui as propriedades extraordinárias de fazer crescer o cabelo nos poros onde a queda já era considerada definitiva.

Carlos Pinto reside no projeto de assentamento Tarauacá, distante 20 quilômetros da sede daquele município acreano. Depois de participar, em novembro do ano passado, de um curso sobre ervas resolveu fazer experiências. Utilizando-se do conhecimento popular sobre as propriedades medicinais da fauna amazônica, ele misturou sete plantas diferentes e produziu o xampu cujos efeitos benéficos foram testados na própria calvície do empreendedor. “Depois, uma junta de quatro médicos me examinou, e ficou admirada do resultado”.

A produção no começo era pequena e, pouco a pouco Carlos Pinto foi conquistando clientes na pequena cidade, admirados com a vasta cabeleira que Carlos Pinto passou a apresentar. Antes do seu produto ser requisitado por clientes de vários Estados do |nordeste, Norte e centro-sul do país, Carlos Pinto tinha uma renda de dois salários mínimos por mês.

Serviço: Carlos Pinto (68) 462 –2685.

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E x p e d i e n t e :
Textos publicados nesta página são de responsabilidade da Unidade de Comunicação e Marketing do Sebrae no Acre (Jornalista Responsável: Socorro Camelo (Registro Profissional: 065 DRT/AC) socorro@ac.sebrae.com.br), fotos: Evandro Souza. Colaboradores: Andréa Zílio, Isabel Barrosi. Sugestões, comentários e-mail para ascom@ac.sebrae.com.br

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de fevereiro de 2005
   GIRO GERAL
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Com Ancelmo Góis
 
 
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