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| Romerito Aquino | ||
Sucessão I Não se sabe quem copiou o outro. Se Lula a Jorge Viana ou vice-versa. Mas o critério número um das reformas que ambos farão nos próximos meses ou semanas será o seguinte: não ficará ministro ou secretário que tencione ser candidato nas eleições de 2006. Um exemplo para cada um dos governos: a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o secretário de Segurança, Fernando Melo. Sucessão II As razões para tal condicionante dos dois governantes também são as mesmas. E elogiáveis do pontos de vista ético e partidário. Os pré-candidatos não ficarão nos governos para não levarem vantagens sobre os outros que ficarem de fora da máquina administrativa. Sucessão III No caso de Marina Silva, isso ficou patente em nota da coluna Radar da edição passada da revista Veja, que diz que o presidente Lula iria decidir até ontem se a ministra “sai do ministério e vira a candidata petista ao governo do Acre – ou se continua tudo como está”. A nota prossegue dizendo que “os interlocutores mais freqüentes da ministra dizem que ela se encontra dividida sobre seu destino político”. Sucessão IV Ou seja, se Marina sair do governo, pode vir a ser a candidata do PT à sucessão de Jorge Viana. Se ficar, abre o corredor para o senador Tião Viana transitar com folga na sucessão de seu irmão. Desta forma, tudo vai depender da dúvida que cerca a ministra, atribuída pela revista aos que a cercam. Sucessão V Como em política não há espaço vazio, enquanto isso, no Acre, prosseguem, nos bastidores do governo e nos meios petistas, as discussões sobre quem será melhor para continuar a política de desenvolvimento sustentável iniciada pelo governador Jorge Viana, que tem adotado até aqui uma posição de magistrado sobre o assunto. O que se tem como certo até agora é que as discussões estão se centralizando cada vez mais nos nomes de Marina e Tião, ambos detentores de grandes qualidades pessoais e políticas. Já há os que apostam, no entanto, que Tião estaria liderando as preferências. O motel e o bordel Ao ouvir o líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), comparar o troca-troca de partidos na Câmara com motel de beira de estrada, usado comumente para fazer sexo rapidinho, uma jornalista que cobre o Senado preferiu comparar o Congresso brasileiro a um bordel que, para o bem da clientela, começou a aposentar seus velhos, poderosos e espertos cafetões. Ela se referia a figuras como José Sarney, Antônio Carlos Magalhães e Jader Barbalho, entre outros. Ah, sim! Derrota ou vitória I O imprensa nacional, sempre apressada para enquadrar os resultados da política, atribuiu a eleição do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) para presidente da Câmara como a maior derrota do governo Lula no Congresso. Uma derrota explicada primeiro pela divisão do PT, que apresentou dois candidatos na disputa. Depois pela falta de empenho do governo em negociar cargos e outras benesses com os 300 deputados que votaram no segundo turno em Severino. Aliás, por coincidência, o mesmo número avocado por Lula, no passado, para quantificar o número de “picaretas” existentes na Câmara. Derrota ou vitória II Quem raciocinou por aí, no entanto, ainda não entendeu que o Brasil começou a mudar de fato. Agora, está sendo governado por uma pessoa honesta, ligada a um partido que adora quebrar o pau internamente e não adota as práticas fisiológicas da maioria dos partidos que já governaram o país. Neste sentido, cabe avaliar que Lula preferiu perder do que ganhar comprometendo o erário nacional, tanto é que nem no Brasil ele se encontrava no dia e na véspera da eleição na Câmara. E o PT conquistou a liberdade de se dividir, mesmo sabendo que poderia perder o direito de indicar o presidente por ser a maior bancada da casa. Derrota ou vitória III E o que aconteceu, poucos dias depois da eleição do conservador e fisiológico Severino? A própria imprensa obrigada a noticiar a vergonha dos deputados dos partidos de oposição - todos de cabeça baixa, calados e andando pelos cantos do Congresso - por terem eleito um presidente que anunciou como maior proposta política o aumento de quase 70% nos salários dos deputados de um país em que um quarto da população ainda luta para comer pelo menos uma vez ao dia. |
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