OPINIÃO
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Gladson Cameli *

 

 

O Acre e o petróleo

Não é novidade para nenhum homem que o petróleo é uma das maiores riquezas naturais do mundo, potencializando economicamente até mesmo algumas das nações socialmente e culturalmente mais isoladas e “ignoradas” do Planeta como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Venezuela, entre outros tantos que ousaram buscar meios de investimentos em seus bens adquiridos pela natureza, embora tenham uma política diferenciada dos regimes democráticos.

O Brasil se destaca hoje de forma ousada e responsável no que diz respeito as percepções e investimento nas pesquisas de petróleo no país, tornando claro que é possível progredir sem destruir. Esse foi o exemplo que observei durante a visita que fiz à região de Urucu, onde está sendo construído o gasoduto Coari-Manaus.

Lá, tive a oportunidade de conhecer as instalações da base de exploração, montada para extrair gás natural e petróleo da bacia petrolífera do Rio Solimões. Aliás, oportunidade dada a mim pelo companheirismo e espírito coletivo do nobre senador Tião Viana, a quem faço questão de parabenizar a tornar público meu apoio e admiração pela sua ousadia e coragem em levantar um tema tão polêmico quanto esse.

Enquanto se travam debates sobre a existência ou não de petróleo em solo acreano, onde tantas pessoas fazem questão de criar intrigas, acirrar debates, rasgar verbos, acredito que o povo acreano gostaria de opinar sobre essa questão. Quem sabe através de um plebiscito?

Vimos a opinião de tantos profissionais e autoridades acreanas sobre o assunto, e embora o senador Tião Viana venha realizando seminários e mais seminários sobre o tema, o fato é que o Acre sabe muito pouco sobre o petróleo e, portanto para muitos pouco importa o quesito prospecção petrolífera em nossa região.

Conscientes dos obstáculos que enfrentaremos ao longo do período em que estivermos no processo de descoberta, peregrinando pelo sucesso de um trabalho árduo, acredito que a sociedade acreana não somará prejuízos caso o subsolo acreano seja mesmo um dos fartos espaços desta riqueza tão cobiçada pela maioria dos países desenvolvidos.

Tenho procurado me informar cada vez mais sobre a viabilidade da exploração de petróleo no Acre. Não pretendo ser radical, mas é óbvio que tudo aquilo que se constrói em defesa do bem comum não se trata de egoísmo e muito menos de demagogia.

Quanto ao impacto ambiental temido por muitos ecologistas, há garantias não só da Petrobrás – que tem trabalhado com um largo compromisso de respeitar a legislação ambiental, quanto da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de agir no Acre como em todos os Estados brasileiros onde há extração de petróleo.

É bem verdade que a história da indústria petrolífera do Brasil se confunde com a criação da Petrobrás. Li que no ranking mundial, hoje, o Brasil ocupa o 16º lugar entre os maiores produtores de petróleo do mundo.

Como muitos, sou mais um acreano que torce para que essa idéia dê certo também aqui, a exemplo do que vi no Amazonas. Lá, o petróleo e o gás são hoje os responsáveis pelo repasse anual de mais de R$ 1 bilhão para os cofres do Estado, correspondendo a 17,5% da arrecadação anual estadual. Agora, me respondam: qual Estado não gostaria, pretende e necessita de valores de arrecadação que supera cada vez mais as expectativas de seus governantes e seu povo.

Precisamos sim de petróleo, assim como precisamos de geração de emprego e renda, de ousadia para alcançar o progresso, e de pessoas que sonhem e ousem como o senador Tião Viana e tantos outros conterrâneos que aguardam por dias melhores. Que venha o petróleo e com ele, certamente progresso!

* Deputado federal pelo Acre

 
 
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Rio Branco-AC, 20 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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