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Mestrado e doutorado em saúde publica Senador Tião Viana profere aula inaugural do curso promovido pela Universidade Federal do Acre |
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Flaviano Schneider O senador Tião Viana proferiu na sexta-feira à noite a aula inaugural do curso de mestrado e doutorado em Saúde Pública abordando o tema ‘Saúde Pública no Brasil’. Os cursos foram viabilizados através de parceria entre a Universidade Federal do Acre (Ufac) e Universidade de São Paulo (USP). São 17 mestrandos e 8 doutorandos que se submeteram a um duro processo seletivo, disputando vagas num universo de 210 candidatos e que passarão, respectivamente, os próximos dois e quatro anos, numa intensa maratona de estudos e pesquisas em busca de uma pós-graduação. A aula inaugural teve a presença de estudantes de enfermagem, de medicina, médicos, professores da UFAC, representantes da USP, do governo do estado, da Prefeitura Municipal de Rio Branco e da Assembléia Legislativa. O professor Pascoal Torres Muniz, diretor do Departamento de Ciências da Saúde, da Ufac, lembrou a história da luta para se chegar à efetivação dos cursos, destacando a disposição do reitor e toda a equipe do departamento de Ciências de Saúde, a boa vontade da Universidade de São Paulo e a garantia do empenho do senador Tião Viana junto ao governo federal para obtenção dos recursos necessários. Para ele, os cursos vão contribuir com o aperfeiçoamento da qualificação profissional na área da saúde, fortalecendo os cursos de medicina, enfermagem e educação física. O senador Tião Viana, que é também professor concursado da Ufac, estando, no momento, licenciado, abordou em sua aula a evolução da saúde pública no Brasil através dos séculos, desde o descobrimento, período colonial, Brasil dos tempos do Império, República e o Brasil atual. O senador lembrou importantes fatos históricos relacionados à saúde como a criação das escolas médicas no século XIX; a descoberta da vacina contra a febre amarela em 1937; o surgimento do Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp) em 1942; a 1ª Conferência Nacional de Saúde, em 1948; o nascimento do Ministério da Saúde em 1953. Nos anos 1960 surgiram importantes órgãos como a Fiocruz, Sucam, Fsesp; em 1966 o INPS. Em 1975 foi implementado o Sistema Nacional de Saúde. Em 1986, a famosa 8ª Conferência Nacional de Saúde e finalmente em 1988 a nova Constituição Federal que criou o Sistema Único de Saúde (SUS). Tião Viana abordou ainda a evolução nos gastos com saúde pública durante o governo do presidente Lula e a implantação de programas que visam fazer acontecer o SUS: Programa de Saúde da Família, Programa Brasil Sorridente, Agentes Comunitários de Saúde, SAMU, Farmácia Popular, etc. Finalmente uma última informação importante: O acre é o Estado brasileiro que mais gasta em saúde pública per capita. Satisfação entre os aprovados para os cursos Era visível a satisfação dos 25 mestrandos e doutorandos, um tanto por terem sido selecionados num concurso tão disputado e outro tanto em poderem alcançar seus objetivos de uma maneira bem mais confortável do que se poderia supor há pouco tempo atrás, podendo fazer seus cursos aqui mesmo no Acre. O mestrando César Khoury Filho disse estar muito feliz de poder fazer este curso de mestrado perto dos seus parentes. “Seria muito complicado sair e passar dois anos fora, do ponto de vista de organizar a família. Talvez fosse preciso que a família toda se mudasse. Além disso teria que ficar muito tempo longe do serviço. Agora posso estar estudando, aprendendo e aplicando os conhecimentos no serviço ao mesmo tempo. Também é uma oportunidade para o estado crescer e se desenvolver em ciência e tecnologia. Também facilita para que a gente se concentre nas pesquisas de temas locais. Se estivesse fora talvez fosse influenciado a fazer pesquisa relacionadas a outras regiões e deixaria de pesquisar a nossa própria realidade. A doutoranda Suyane Negreiros é médica em Cruzeiro do Sul e considerou excelente poder fazer o doutorado aqui mesmo no Acre: “Eu acabei de sair de um mestrado em que tive que me ausentar e isto é muito difícil. Ficar longe da família, longe do próprio trabalho, você deixa uma lacuna no trabalho que vinha desenvolvendo. É ruim para o profissional fazer cursos fora e para o paciente, principalmente na minha situação que eu sou a única médic infectologista em Cruzeiro do Sul. Eu só tenho que me deslocar de Cruzeiro do Sul CZS para cá, mas como o curso é de forma modular vai ser bem melhor, pois no outro curso eu tive que me ausentar um ano inteiro do estado” - disse. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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