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Vereadores pedem saúde humanizada para a população |
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Os médicos da família Marcelus Negreiros e Rodrigo Silveira foram convidados especiais na sessão de ontem, realizada pela Câmara dos Vereadores. Os dois levaram ao conhecimento dos políticos a importância de se promover de expandir o programa de Residência em Saúde da Família, executado de forma pioneira no conjunto Ruy Lino por seis médicos locais. A experiência tem dado certo e aproxima muito mais os profissionais da população, segundo o médico Marcelus Negreiros. Ele afirma que é importante conhecer a pessoa antes de conhecer a doença, o que não é uma preocupação para os que trabalham com a medicina tradicional. “Eu como muitos médicos que formaram no Brasil fiz Medicina em uma faculdade tradicional, que faz o profissional conhecer a doença e não o paciente. Isso não é uma medicina humanizada e a medicina da família veio para romper essa barreira”, destacou. Antes da explanação feita pelos médicos em sessão, os vereadores abordaram alguns casos que acontecem no dia-a-dia, vitimando centenas de pessoas na capital e em todos os municípios acreanos. A vereadora Bete Pinheiro (PPS) disse que já presenciou maus-tratos feitos por profissionais de postos de saúde com pacientes. “Quem faz isso deveria sair da profissão e dá a vaga para quem tem profissionalismo e interesse em trabalhar. Muitos alegam que não estão satisfeitos com o salário, mas isso não lhes dá o direito de maltratar o povo. Quem quiser ficar rico que procure outra atividade”, argumentou a vereadora. A vereadora Maria Antonia (PT) citou as dificuldades enfrentadas pelas populações dos municípios em razão da falta de médicos. “A gente sabe da dificuldade que é pra levar e manter um médico no interior. A maioria quer trabalhar na capital e até àqueles que passam em concurso para o interior acabam desistindo da vaga”, reforçou. Diante de uma série de problemas que a Saúde de Rio Branco, assim como a de todo o Estado enfrenta, o representante do prefeito na Câmara, vereador Márcio Batista (PC do B), disse que é de extrema importância a expansão do programa de Residência em Saúde da Família. “Quanto mais o sistema de saúde for integrado a sistemas como esse, mais melhorias virão para a população”, destacou. Segundo Negreiros, a filosofia cubana seria a mais adequada para o Acre, pois é a que mais se aproxima da Saúde da Família. “Os especialistas em geriatria, por exemplo, entendem a importância de um idoso ser atendido em casa e não no hospital. O hospital traz uma série de problemas para uma pessoa idosa, e isso é fato. Além de causar um mal-estar a ele, outras doenças podem ser adquiridas com facilidade”, completou o médico. A proposta de levar o médico até o paciente não é nova, mas pouco praticada no Brasil. O resultado é muito mais satisfatório e faz o profissional atender de maneira única cada paciente. “Os médicos não podem mais se prender à receita pronta. É preciso conhecer cada paciente”, completou. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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