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Los Porongas de volta ao Acre, e com Dado Villa-Lobos |
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Com exclusividade ao Página 20, a banda Los Porongas anuncia que fará a tão esperada visita ao Acre depois de três meses morando na grande São Paulo. O show de reencontro com o público - dessa vez dividindo o palco da Concha Acústica com o ex-músico da banda Legião Urbana Dado Villa-Lobos - acontece no próximo dia 15, como parte da programação da Semana do Rock. Via internet, Diogo Soares, vocalista, fala do convite para a banda e Dado virem ao Acre e do cenário rock acreano e nacional. Los Porongas tem também como integrantes Jorge Anzol (bateria), João Eduardo (guitarra) e Márcio Magrão (contrabaixo). Confira! Quanto tempo longe da terrinha e qual a expectativa para o reencontro? Não esperávamos voltar ao Acre tão rápido. Estamos longe há três meses, mas a vida que escolhemos é essa, cheia de surpresas. Ficamos muito contentes com o convite dos organizadores da Semana do Rock no Acre, juntamente com a etapa de motocross que vai ocorrer. Afinal, esse é um evento que representa a consolidação de uma idéia que começou a se materializar no Balanço da Catraia, onde a auto-afirmação cultural da juventude acreana tomou o primeiro plano a partir das bandas e artistas que acreditavam e faziam um trabalho autoral. Nesse sentido, a expectativa é das maiores por sabermos o que significa esse show. Aliás, é muito mais que um show - é a história. Como surgiu a idéia da vinda de Dado Vila-lobos? Quais seus comentários a respeito do show? Nós nos conhecemos durante o Supernovas, o evento em que o Dado tocava com a banda no Centro Cultural Banco do Brasil. Em um almoço depois da passagem de som, conversamos sobre a possibilidade do Dado ir para o Acre, tocar e aproveitar a ida para fazer um bate-papo com os músicos, falando sobre a história da Legião, que nunca foi ao Acre. Tanto ele como nós sabemos que isso impõe uma expectativa muito maior do público em relação ao show. Segundo o que conversamos, ele está muito a fim de conhecer o Acre e ver de perto essa movimentação musical que chama a atenção de músicos, produtores e jornalistas no Brasil inteiro. Além de tocar com vocês, o Dado participará de um debate? Será um debate sobre produção musical independente com participação do Pablo Capilé, coordenador do Espaço Cubo de Cuiabá, entidade que realiza os festivais Calango e Grito Rock, e do Dado Villa-Lobos, contando um pouco da sua trajetória no mundo da música. A idéia é traçar um paralelo entre o que acontece hoje e o que rolou na época em que a Legião surgiu. Vai ser uma ótima oportunidade para músicos e interessados em geral saber para onde e por onde vai a música que produzimos hoje. Em entrevista anterior ao Página 20, vocês comentaram que não haviam percebido a grandiosidade do que estava acontecendo, mas a Grande São Paulo não assustava. E agora? Acho que boas surpresas como essas é que fazem com que a ficha nunca caia. É ótimo não ter a dimensão das coisas. Em três meses nós tivemos nosso disco praticamente aclamado pela crítica especializada, com cotação superior aos discos do Artic Monkeys e Linkin Park, na Bizz e Rolling Stone, respectivamente. Mas a vida de artista é bem mais que cotações e estrelinhas, apesar das críticas ajudarem a banda, sem dúvida. Hoje temos uma média de quatro shows por mês e vivemos a era dos extremos, tocando no circuito de inferninhos e casas noturnas de São Paulo, formando público, conhecendo outros artistas e produtores; participando de festivais e iniciativas ligadas ao circuito do qual somos oriundos (Circuito fora do Eixo). Também recebendo convites como o do Itaú Cultural para três apresentações e gravação do DVD, são nichos bem distintos. Mas estamos muito satisfeitos com os passos da banda e como esses passos estão sendo dados em São Paulo, não há motivo para medo da cidade cinza, até porque temos feito muitos amigos nessa nova fase, e eles deixam a vida da gente mais colorida. No fim das contas, São Paulo é uma grande aquarela e a certeza de que fizemos a escolha certa ao sair do Acre, que cresce a cada dia, assim como a saudade. Qual o formato do show no Acre? De acordo com as conversas que tive com o vereador Márcio Batista e o presidente da FEM, Daniel Zen, o show será na concha acústica, dia 15 de julho. Fizemos questão de convidar duas bandas para fazer abertura, a Nicles e Camundogs, por representarem muito bem o ótimo momento que a música acreana vive. A Nicles gravou um EP, foi indicada ao Prêmio Toddy como revelação regional e fará uma mini-tour pelo Centro-Oeste este ano; a Camundogs é uma das bandas mais antigas da cena acreana, está confirmada para alguns festivais e tem se reinventado e investido em iniciativas como o rock bar. Pelas bandas que vão tocar, por nós e pelo Dado, posso dizer que vai ser rooooooock! O repertório está pronto? E o que não pode faltar no show? Ainda estamos conversando, mas sabemos que vai rolar Los Porongas, Legião e possivelmente alguma música do trabalho solo do Dado, Jardim de Cactus. O público não pode faltar. Fãs da banda, fãs do Dado, da Legião. Vai ser uma grande comemoração mesmo. Acho que são eventos como esses que provam que o rock continua sendo uma linguagem estética capaz de arrebatar pessoas em todas as partes do mundo, traduzindo sentimentos tão distintos, ainda mais quando a guitarra, a bateria e o baixo dançam sobre as notas de um lugar, que é o que acontece com as bandas acreanas hoje e o que aconteceu com a própria Legião e bandas como a Plebe Rude, o Capital Inicial em Brasília entre as décadas de 70 e 80. No Acre de hoje as pessoas têm feito a trilha sonora de sua própria vida. Tem descoberta mais importante que a do pertencimento? Falta alguma coisa para a banda? Não, temos os amigos. Não falta mais nada. |
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