| COTIDIANO | |
Glicério Gomes quer revolucionar as artes na presidência da AAPA Promotor cultural quer implantar pinacoteca virtual no Acre |
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Cleber Borges Idéias revolucionárias no campo das artes e mais espaço para os artistas acreanos. É isso que o marchand Glicério Gomes pretende implantar, caso seja eleito no final deste mês presidente da AAPA (Associação dos Artistas Plásticos do Acre). Ele quer criar uma pinacoteca virtual para facilitar a venda de quadros dos artistas locais e reabrir o museu de belas artes que funcionou nos altos da Biblioteca Municipal e foi fechado há doze anos com a promessa de que seria reaberto. Por não acreditar no pragmatismo da classe, ele também pretende entregar a direção da Associação para estudantes de Administração de uma faculdade local e passar a responsabilidade pela elaboração e apresentação de projetos junto à instituições particulares e governamentais para as mãos de um especialistas que deverá ser funcionário da Casa. Glicério quer assumir a direção da AAPA porque tem a certeza de que vai ganhar mais espaço para contribuir com os artistas plásticos do que vem fazendo como dono de um atelier de moldura mantido pela esposa dele. “Eu e dona Lair, a rainha das molduras, às vezes estamos mais próximos dos artistas do que a associação. A gente vem ajudando, opinando e contribuindo com a classe”, diz o candidato, que também é, há 19 anos, agente de comunicação social da Fundação Elias Mansour (FEM). Um outro argumento que o promotor cultural utiliza a seu favor é que ele não vai concorrer com os associados como fez a maioria dos ex-dirigentes da AAPA, todos pintores acusados de privilegiar suas obras em detrimento das dos colegas. Glicério Gomes ajuda a AAPA, de forma indireta há 19 anos, desde que a instituição foi fundada. Nesse período, ele só participou da primeira diretoria, cujos membros fundadores eram os artistas Péricles Silva (presidente), Jorge Rivasplata (vice),Glicério Gomes (1º secretário) e Hélio Melo (2º secretário). “Naquele momento, as artes estavam em plena efervescência aqui no Acre. Nós nos juntamos a um grupo de artistas para reforçar esse movimento. Tivemos a sorte de ter o apoio do então prefeito Jorge Kalume, um homem sensível às artes - como senador havia criado o Dia Nacional da Cultura -, que gentilmente cedeu uma sala no térreo da prefeitura para criarmos a sede da Associação, onde funciona até hoje”, recorda o marchand, lembrando que essa iniciativa foi o embrião de futuras manifestações artísticas e para a sensibilização de empresários ligados à Educação que criaram, há dois anos, as primeiras faculdades de artes visuais do Estado. “Antes da Lei 1.000 de Incentivo à Cultura que o então vereador Marcos Afonso criou na gestão do ex-prefeito Jorge Viana, nós já buscávamos credenciamento junto à Lei Sarney que depois virou Lei Rounet, durante o governo Fernando Henrique”, garante. Depois, mesmo estando fora da direção da AAPA, Glicério Gomes nunca deixou de incentivar as artes e estudar. Em 1992, esteve em Cuzco (Peru) abrindo o intercâmbio cultural entre os dois países que ainda hoje dão resultados. Depois disso, esteve divulgando as artes acreanas no Paraná, Santa Catarina e em todas as cidades do interior do Acre. Na época não tinha o ensino médio, então resolveu correr atrás. Hoje, ele cursa Filosofia na Faculdade Sinal. Particularmente, Glicério Gomes vem apoiando exposições no saguão do hotel Imperador Galvez, da Justiça Federal, TCE e Sesc. “Mas temos que ter nosso espaço próprio porque o da prefeitura tem pouco mais de 30m2, além disso, o artista que busca esses espaços alternativos tem que entrar na fila e enfrentar uma série de burocracia que queremos eliminar”, diz o também artista, alegando que num museu de belas artes próprio vai poder apoiar os iniciantes com cursos de desenhos, pintura e até escultura. “Ele vai estar onde já deveria estar”, disse José Matos, um renomado artista da cidade. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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