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Aeronáutica descarta risco de acidente por excesso de chuva

Movimento de tráfego aéreo também não se inclui como causa

 


Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O movimento no espaço aéreo do Aeroporto de Congonhas e o nível de chuva não estavam num nível perigoso na hora do acidente com o avião da TAM, disse o coronel Carlos Minelli de Sá, chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo. Ele prestou estes esclarecimentos em coletiva convocada ontem pela Aeronáutica, em seu auditório em Congonhas, para tirar dúvidas que restaram da entrevista de quarta-feira.

Três aeronaves viajavam em direção ao aeroporto e aguardavam ser seqüenciadas para pouso, com distância de dez milhas entre cada uma delas. Outras cinco aguardavam para decolar. O índice pluviométrico entre 17 e 18 horas era de 1 milímetro, o equivalente a um litro de água por metro quadrado de solo, e caiu para 0,6 milímetros das 18 às 19 horas. O coronel afirmou que estes dados dentro do normal. E esclareceu que esta medida de 1 milímetro não equivale à espessura da lâmina d´água na pista.

Minelli afirmou que as freqüências de comunicação da torre de controle estavam operando normalmente, sem sofrer interferência de rádio, e que a equipe da torre era habilitada e tinha condições de ocupar e operar todos os postos. Revelou também algumas informações de diálogos entre pilotos e controladores que já haviam sido veiculadas pela imprensa.

Às 17h04, o piloto de um avião da Gol (vôo 1697) informou que a pista principal de Congonhas estava escorregadia. Três minutos depois, a torre suspendeu as operações de pouso e decolagem e solicitou que a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) avaliasse as condições.

Às 17h20, a Infraero informou que a pista estava em condições de operação e era seguro retomar as atividades. Até o momento do acidente, às 18h50 40 pousos e decolagens foram realizados na pista principal, além de 11 na auxiliar.

No dia seguinte ao acidente, uma aeronave-laboratório do Grupo Especial de Inspeção ao Vôo (Geiv) realizou um vôo de verificação dos equipamentos de navegação e comunicação e atestou que estava tudo normal.

Também participaram da entrevista Jorge Kersul, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), e Antônio Carlos Bermudes, chefe de comunicação social da Aeronáutica. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 20 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
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Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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