POLÍTICA

Setor de transporte tenta retomar discussão sobre tarifa de ônibus

Paralisação de quarta-feira aqueceu a discussão sobre a tarifa


Val Sales

Os setores que envolvem o sistema de transporte coletivo de Rio Branco estão se articulando para retomar a discussão sobre o possível aumento na tarifa dos ônibus urbanos. O último reajuste no preço da passagem ocorreu em fevereiro do ano passado, tendo este ano os empresários proposto uma nova tabela (R$ 2,06) para poder cumprir com os investimentos exigidos no contrato com a prefeitura do município.

A proposta das empresas foi encaminhada à prefeitura no início deste ano, tendo os técnicos do poder público analisado a planilha de custo enviada e discordado em conceder R$ 2,06, mas acenando com a possibilidade de optar por R$ 1,88 (referente aos custos apresentados). Diante do resultado, parte do conselho tarifário optou pelo congelamento da tarifa em vigor (R$ 1,75), tendo continuado o impasse.

O debate se acentuou com a paralisação do transporte, que surpreendeu na última quarta-feira os milhares de passageiros que dependem dele para se locomoverem. Enquanto isso, de um lado o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Sindcol) reforça seus argumentos na defesa do reajuste, do outro a prefeitura de Rio Branco mantém a proposta apresentada pelos técnicos e o Conselho tarifário defende a continuidade do congelamento.

O diretor superintendente da RBTrans, Ricardo Torres se reuniu ontem com o prefeito em exercício, Eduardo Farias, para discutir uma saída para o impasse, especialmente aquele que não prejudique a população. “A preocupação da prefeitura é resolver a questão para que o usuário não seja penalizado”, ressaltou. Para isso, é preciso também que o conselho tarifário se posicione e aceite discutir o assunto.

Em relação à tarifa, os preços que vêm sendo cobrados em outras regiões do país estão acima do que é executado no Acre. Na maioria dos Estados da região Norte a tarifa está estipulada em R$ 2,00. Em Brasília R$ 3,00, Goiânia R$ 1,80, Palmas R$ 1,70, Porto Alegre R$ 2,00, Salvador R$ 2,00 Cuiabá R$ 1,85, São Paulo R$ 2,30 e Rio de Janeiro média de R$ 2.

O gerente do Sindcol, Alexandre Cabral, lembrou que nessas localidades a distância percorrida pelos veículos pode ser maior, mas os critérios de gratuidade são definidos. No Acre as empresas pedem a rediscussão do assunto e o preço final da despesa acaba saindo do bolso do usuário e das próprias operadoras do sistema.

Um dos investimentos previstos para ser implantado no sistema de transporte é o cartão eletrônico, que visa oferecer uma maior integração das linhas e o favorecimento do passageiro que utiliza mais de uma linha de ônibus por dia. Enquanto as representações do sistema discutem uma saída para o impasse, a população aguarda um posicionamento firme por parte da prefeitura, que cumpre o papel de guardiã legítima do seu direito.

 
 
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Rio Branco-AC, 20 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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