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Consórcio Social da Juventude Matrículas dos 720 selecionados se encerraram ontem, mas interessados ainda podem recorrer ao Barracão das Tribos |
![]() Jovens adquirem prática para ser inseridos no mercado de trabalho |
ANDRÉA ZÍLIO O desafio do primeiro emprego é cada vez maior ao jovem, principalmente com a pouca oferta. Para conseguir um trabalho é necessário experiência, mas eles não adquirem porque não conseguem uma chance para isso. Atuando como um mecanismo que busca diminuir o número de jovens desempregados, o Consórcio Social da Juventude realiza a segunda etapa no Acre, com a seleção de 720 pessoas que serão treinadas para o mercado de trabalho. Depois de enfrentarem uma longa fila para se inscrever na segunda fase do programa e disputarem uma vaga com 2,64 mil pessoas, os jovens selecionados pela pontuação sócio-econômica puderam se matricular no período de dia 17 a 19, mas ainda hoje os retardatários estão sendo atendidos no Barracão das Tribos. Dia 23 e 24 acontece a aula inaugural para quatro turmas divididas no período da manhã e da tarde, onde receberão todos os informes do que é o consórcio, como funciona, benefícios, direitos e deveres. Cada jovem receberá treinamento intenso no curso que escolheu durante quatro meses, uma bolsa de R$ 120, vale transporte, alimentação durante as aulas, material didático necessário e farda. A meta é capacitar e encaminhar os jovens em situação de desemprego para o mercado de trabalho formal, ou informal através de atividades de auto-emprego. Por isso devem ser incluídos no processo de aprendizagem continuada, adquirindo as competências necessárias para o exercício da cidadania e do trabalho. Outro objetivo do consórcio é desenvolver as organizações juvenis, estimulando o protaganismo juvenil, e colaborar para a construção coletiva de uma política nacional de trabalho decente para a juventude brasileira, mobilizando todos os segmentos da sociedade, segundo os coordenadores no Acre. O coordenador geral do Barracão das Tribos, sede do programa, Romualdo Medeiros, conta que ano passado, na primeira fase, 925 jovens foram inscritos no projeto, a meta era de empregar 30%, o Acre conseguiu inserir no mercado de trabalho 325 pessoas, ou seja, 36%, ultrapassando o estimado. São beneficiados pelo consórcio jovens em situação de risco, adolescentes em conflito, jovens com necessidades especiais e mães adolescentes. Entre os cursos que recebem está o de panificação, corte e costura, arte e cultura. “O interessante é que o consórcio treina e também acompanha a inserção desse jovem ao mercado de trabalho, dá o apoio necessário. Esse ano nossa meta é menor, porque existem outros projetos agora com esse mesmo objetivo, mas o compromisso continua sendo grande”, diz Romualdo. Prática - A coordenadora pedagógica Gerusa Vidal explica que são quatro horas de aula diariamente e que a aula inaugural além de esclarecimentos terá apresentação de música, capoeira e exibição de filmes. “Priorizamos no curso a prática, damos toda a disciplina teórica com muita prática levada à realidade do mercado de trabalho”, diz. O consórcio - é um dos braços do programa Primeiro Emprego, do governo federal, executado pela sociedade civil organizada, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e Delegacia Regional do Trabalho. No Acre o Consórcio tem o apoio da Secretaria de Juventude, Coordenadoria de Juventude, prefeitura e governo estadual. Público - Jovens de 16 a 24 anos, vindos da classe baixa, com renda mensal de até meio salário mínimo e baixa escolaridade. Na maior parte dos casos, a preferência é dada para jovens indígenas, deficientes físicos, egressos do sistema penal ou que sejam mais vulneráveis socialmente. Os jovens devem estar cursando ou ter concluído o ensino médio. |
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