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Na luta contra o fogo Sema e Imac mostram a importância dos órgãos ambientais na atuação com parceiros em combate ao fogo descontrolado |
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Saindo de um ano atípico, em que uma forte estiagem provocou graves conseqüências ao Estado junto à ação descontrolada do homem, o Acre fortaleceu sua atuação na luta contra as chamas, com ações de prevenção, informando a população, sobre os danos socioeconômicos e ambientais decorrentes do fogo. Este ano, a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), junto ao Instituto de Meio Ambiente (Imac) reconhecem a normalização da queima, mas sem cruzar os braços, estão trabalhando em ritmo acelerado. Depois do susto, o Comitê Estadual de Prevenção, Controle as Queimadas e Incêndios Florestais do Acre – que tem na presidência o próprio Imac e é composto por diversos órgãos – com o apoio do Ministério Público Estadual, realizou um seminário que originou um relatório com avaliação, combate, alternativas e propostas futuras. Desde então, as propostas geradas nesse seminário estão sendo executadas. Este ano fatores estão contribuindo para um resultado mais tranqüilo, diferente do sufoco vivido ano passado. Segundo o Coronel Henrique Albuquerque, do Corpo de Bombeiros, a conscientização aumentou a partir do trabalho de educação ambiental, e orientações repassadas para a realização da queima controlada. A fiscalização seguida de orientação também tem causado efeito positivo, além da chuva que tem sido mais freqüente. O secretário de Meio Ambiente e presidente do Imac, Carlos Edegard de Deus, fala que as equipes em campo estão se esforçando ao máximo, na criação de Brigadas voluntárias, integradas pelos próprios agricultores, inclui mais pessoas para impedir danos à natureza. Plano de queimada O Comitê do Fogo gerou uma grande mobilização para evitar situação semelhante neste ano. As estratégias para 2006 foram traçadas a partir das diretrizes apontadas no seminário “As queimadas no Acre”. O plano de prevenção a incêndios florestais, como é chamado, está atuando em quatro frentes: prevenção e combate, educação e comunicação, controle e alternativas ao uso do fogo. As atividades estão sendo desenvolvidas nos municípios do Alto Acre (Xapuri, Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil), Baixo Acre (Rio Branco, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Porto Acre, Acrelândia, Capixaba e Bujari), e Regional Purus (Sena Madureira). Estes doze municípios são os que decretaram situação de emergência em função dos incêndios em 2005. Na frente de prevenção e combate, dois públicos são atingidos, que é o produtor e os profissionais, extensionistas e agentes ambientais. Estes recebem formação, para que atuem como multiplicadores em informação sobre o uso adequado do fogo, de mapas, educação e legislação ambiental. Inovação e ousadia Das quatro frentes, a de prevenção e combate, o maior destaque vai para a atuação inovadora e ousada da formação de Brigadas voluntárias. Nela, o Imac vai além de suas tarefas para tentar tornar a proposta realidade, e está conseguindo, formando junto ao Corpo de Bombeiros, os agricultores, que são treinados para uso dos equipamentos de prevenção de incêndios. Segundo Edegard, na capacitação, além dos agricultores ficarem aptos ao uso dos equipamentos, eles estão recebendo informações sobre legislação ambiental, educação ambiental e alternativas ao uso do fogo. O plano de prevenção a incêndios florestais do Acre, está servindo de base ao Ministério do Meio Ambiente, para as propostas de políticas públicas na prevenção e combate aos incêndios florestais na Amazônia. |
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