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VARIEDADES
Um bom papo com Paulo Markun

 


Jair BertolucciAndréa Zílio

Ele só chega ao Acre no próximo dia 23, data da palestra que acontecerá no auditório da Secretária da Fazenda (SEFAZ), a partir das 19h30. Mas usando a tecnologia em favor do projeto Sempre Um Papo, Paulo Markun permitiu uma conversa via e-mail.

Hoje seu nome está diretamente associado ao programa Roda Viva, da Tv Cultura, o qual apresenta há oito anos. Mas, não dá para esquecer ou deixar de conhecer sua trajetória e experiência profissional.

Jornalista que circula em qualquer área, Markun não esconde e o público reconhece sua grande afinidade com a política. Profissional de vários prêmios, seu currículo é bem farto, e na atuação, já trabalhou como repórter, editor, comentarista, chefe de reportagem, âncora, diretor de redação em emissoras de televisão, jornais e revistas.

O jornalista é o convidado da sétima edição do projeto realizado por Perillo Comunicação, AB Comunicação e apoio da Abrajet-Acre, com patrocínio da Fundação Elias Mansour, Fundação Garibaldi Brasil, Uninorte, Nilcestur e Hotel Inácio. Markun, além da palestra gratuita, lançará seus três livros O Melhor do Roda Viva Poder, Cultura Internacional. Confira a entrevita.

Quem é Paulo Markun? Como você se define?

Paulistano, sexo masculino, avô, cinquentão, jornalista, catarinense por escolha.

O Jornalismo sempre foi a paixão profissional, ou você sonhava com outra coisa?

Não foi a primeira paixão. Que foi a política, a militância nos idos de 1968. Depois flertei com a arquitetura, mas casei com o jornalismo.

Um jornalista geralmen te torna-se referência atuando em uma área específica, você circula em diferentes adquirindo notoriedade em todas essa. Prova disso são seus três livros. Como isso é administrável?

Nem sempre administro bem. Mas não consegui até hoje ser um samba de uma nota só. Mesmo quando o trabalho do momento me mobiliza quase integralmente, estou imaginando outro lance. Tipo equilibrista de pratos de circo. Às vezes, confesso, tenho mais prato do que mãos. Ou tempo.

Sobre as três obras, existe a preferida?

São três faces da mesma moeda. O Roda Viva tem 20 anos, mais de mil entrevistas, a maior parte delas comandada por outros mediadores - estou há oito no comando. “Poder” é a que estou normalmente relacionado como profissional, porque são entrevistas políticas, mas aprendo muito com os convidados internacionais e no campo da cultura estão as entrevistas mais saborosas.

Qual dos três temas foi mais difícil fazer?

O mais complicado foi deixar de fora grandes entrevistas. E depois de selecionar as 60 publicadas nos três volumes, cortar o texto sem desvirtuar o conteúdo.

Sempre tem aquelas entrevistas que são marcantes. Quais são as suas?

A lista é grande. Dos meus oito anos, sem ordem cronológica ou de importância, Domenico de Masi, Lula, Hugo Chávez, Evo Morales, Paulo Vanzolini, Paulo Cesar Pinheiro, Antonio Nóbrega, Tom Zé.

O Roda Viva é um programa muito conceituado pelo seu perfil. A que atribui o sucesso do programa?

Persistência no horário e dia, independência e liberdade na escolha de entrevistados e entrevistadores e a preocupação de tratar de temas relevantes, ainda que não garantam audiência.

O que você conhece do Acre?

Pouco. Vivi em Manaus, estive em Rondônia aos 15 anos por dois meses e conheço pessoalmente o governador, sempre entusiasmado com projetos de sustentabilidade. Mas esta será minha primeira ida - rápida, infelizmente - ao Estado.

Ano de eleição. O que o Brasil precisa?

O Brasil precisa de voto. Notadamente para o Legislativo. Voto conseqüente, pensado, medido.

Os eleitores estão mais atentos?

Tenho minhas dúvidas, mas espero que sim. As pesquisas - e só se fala nisso - indicam que mensaleiros, sanguessugas e afins serão rejeitados. Vamos conferir.

Fale do projeto Sempre um Papo

Sou freguês de caderneta, desde o tempo em que era coisa de mineiro. Vejo com regularidade na TV. Adoro participar.

 

 
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Rio Branco-AC, 20 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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