| COLUNAS | |
| QUESTÃO DE DIREITO | |
Erick
Venâncio Lima do Nascimento OAB/DF nº 19.959 |
|
|
Ruy Martins Altenfelder Silva A legislação eleitoral brasileira está na terceira idade. Ao contrário dos seres humanos que já ingressaram nesse clube e vivem saudáveis, confiantes, transmitindo experiências de vida, a nossa legislação eleitoral está caduca. É obsoleta, desatualizada e, por isso mesmo, tem gerado crises político-institucionais após cada eleição. O imoral e aético troca-troca de partidos, a infidelidade partidária e o financiamento das campanhas eleitorais com recursos de origem duvidosa e comprovação pífia são alguns pontos que já poderiam estar resolvidos se o Congresso Nacional tivesse a proclamada vontade política e aprovado os projetos que atualizam o processo eleitoral, valorizando o sistema das liberdades com responsabilidade. Para ilustrar um dos pontos citados -o troca-troca de partidos-, só na atual legislatura, quase 200 parlamentares migraram da legenda pela qual foram eleitos para outras, muitas vezes com bandeiras antagônicas. O novo presidente da Câmara dos Deputados, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), logo após ter assumido o importante cargo, declarou que a prioridade maior seria a discussão e a aprovação dos projetos que introduzem alterações nas regras eleitorais, moralizando-as e modernizando-as. Apesar da boa intenção do novo presidente, o prazo para modificações nas regras das eleições de 2006 (para os cargos de presidente da República, senador, governador, deputado federal e deputado estadual) terminou em 30 de setembro... e nada aconteceu! A reforma política continua a ser cantada em verso e prosa como a mãe das reformas, talvez para enganar os eleitores. Mas, relegada sempre a plano bem secundário, tudo leva a crer que não será mais alterada para as eleições quase gerais de outubro do próximo ano. Continuarão, portanto, valendo as regras capengas e desatualizadas que têm permitido as graves distorções apontadas aqui. O último Código Eleitoral é remanescente de 1965. Precisamos de uma legislação moderna, irretocável sob o ponto de vista ético/moral e que incorpore avanços compatíveis com a realidade de uma nação emergente, com imensos desafios a vencer. O foco prioritário é a disputa de votos do eleitorado. Não se pode conceber que uma eleição -momento mais importante da democracia e do exercício do direito à participação política- se transforme em obstáculo ao dever de legislar em nome da sociedade. A classe política que não se iluda. O povo saberá julgá-la nas próximas eleições -conforme pesquisa Datafolha, 46% dos entrevistados consideraram ruim ou péssimo o desempenho dos congressistas. Apesar das firmes manifestações das lideranças comunitárias clamando pelas reformas, o Congresso Nacional, mais uma vez, voltou as costas para o povo. As reformas políticas não aconteceram. A cidadania virou gente e não foi ouvida. A cidadania está de luto! Ruy Martins Altenfelder Silva, 66, advogado, é presidente do Centro de Estudos Avançados e Estratégicos do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Foi secretário da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado de São Paulo (2001-2002). |
|
Erick Venâncio
Lima do Nascimento |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| |
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |