| PÁGINA DO EMPREENDEDOR | |
|
|
|
Sebrae capacita artesãs do Vale do Juruá Sandra Assunção O Sebrae está qualificando os artesãos do vale do Juruá para que eles fiquem aptos a operar em toda a cadeia produtiva, como a coleta de material na floresta, industrialização, imunização de sementes e montagem de peças de artesanato. O curso de Coleta e Beneficiamento de Sementes é ministrado pelo artesão e artista plástico Gesileu Salvatore no Clube do 61, BIS, a unidade do exército em Cruzeiro do Sul. Da floresta às vitrines Os 21 alunos tiveram a oportunidade de aprender sobre o manejo das espécies na floresta, sobre plantas que oferecem cores para o tingimento natural das sementes. O beneficiamento das sementes, o polimento e perfurações adequados foram repassados para os alunos. Para a artesã Silvângela Maria da Silva, que está no ramo das bijuterias, agora que aprendeu a beneficiar as sementes não vai mais precisar compra-las de Rio Branco. “Além do custo da semente eu tinha que pagar o correio. Agora vou colher as sementes na mata e vou industrializa-la. Com esta economia posso investir em mais peças”. A pernambucana Juliana Felipov trabalhava em sua terra natal com artesanato de madeira fazendo peças de decoração, mas desde que chegou ao Acre está encantada com a diversidade e beleza das sementes amazônicas. Com o que aprendeu no curso, quer fazer artesanato com as sementes. E como deve voltar para Pernambuco em um ano, pretende levar para o nordeste o artesanato acreano. Artesanato como alternativa econômica
A mulher dele, Ângela Normando, conta que no curso aprendeu algo fundamental: a imunização das sementes. Ela aprendeu com o Gezileu, como utilizar óleos naturais como o de andiroba, cedro e copaíba para acabar com fungos e bactérias das sementes. “Os fungos podem causar alergia nas pessoas que usam as bijuterias. Com a imunização evitamos a alergia e podemos usar isso como diferencial para nossos produtos”, conclui Ângela. Entre os 21 participantes do Curso, seis eram homens. Para o artista plástico Gezileu Salvatore, que ministra cursos como este em todo o Estado, os homens estão percebendo a força econômica que pode ter o artesanato, que era encarado apenas como “ coisa de mulher para passar o tempo”. Gezileu diz que com os novos conhecimentos, os alunos poderão abrir os próprios negócios, ou se aprimorar no que já fazem com o artesanato. Curso de empreendedorismo do Sebrae atrai centenas de pessoas em Cruzeiro do Sul Sandra Assunção Começa nesta segunda-feira, dia 21 e vai até o dia 02 de dezembro em Cruzeiro do Sul, a Oficina SEBRAE de Empreendedorismo, os cursos de Atendimento ao Cliente, Técnica de Vendas e um ciclo de palestras ministrados pelo Sebrae. A Oficina é um produto genuinamente acreano, desenvolvidos pelo Sebrae no Acre. O público alvo da Oficina são empresários ou pessoas que queiram abrir o seu próprio negócio. A coordenadora de Educação da Unidade de Desenvolvimento Empresarial do Sebrae, Socorro Figueiredo, diz que mais de 300 pessoas já se inscreveram. Ela explica que a Oficina vai possibilitar aos participantes a vivência de experiências práticas sobre negócios, montando uma empresa, vendendo, comprando, pesquisando e interagindo com outros empresários. Sete facilitadores do Sebrae irão ministrar a Oficina, que irá acontecer das sete às dez da noite na Escola São José no Morro da Glória em Cruzeiro do Sul. Cursos e Palestras - No mesmo período também irá acontecer dois cursos em Cruzeiro: o de Técnica de Vendas e o de Atendimento ao Cliente. As aulas vão acontecer de 21 a 25/11 e 28/11 a 02/12, das duas as cinco da tarde na sede da Unidade Regional do Sebrae, na Avenida Boulevar Thaumaturgo, no Centro. E do dia 28 de novembro a 2 de dezembro das cinco às seis da tarde na sede da Associação Comercial na Rua Rui Barbosa, no Centro, vão ser ministradas cinco palestras: Planejamento e Abertura de Empresas ( 28/11) Francisca Varela – Lanchonete Pão de Queijo – o pequeno grande negócio
Salgados, aliás, que dona Francisca não para de inventar. Além do carro chefe que é o pão de queijo, a lanchonete tem mais de quarenta tipos de salgados. “Aprendi a fazer o pão de queijo com uma mineira. Eu viajo e vejo os salgados. Alguns eu copio outros eu adapto. Em Brasília eu achei o”dinossau”, com recheios de palmito, frango e outros. Dona Francisca, que só estudou até o primeiro ano do ensino médio, sempre trabalhou ao lado do marido em banca de cereais. Quando se divorciou não teve medo de arregaçar as mangas e tocar o próprio negócio. “Se tivesse ficado em casa não teria aprendido a lidar com o comércio e o público. Por isso eu aconselho às mulheres que não dêem uma de Amèlia e procurem seus espaços”. A única filha de filha de Dona Francisca, que trabalha com ela nas lanchonetes, está fazendo faculdade. Agora a empreendedora diz que pensa em abrir mais uma lanchonete. “Não adianta uma pessoa entender de roupa e querer vender cimento. Nós temos que ganhar dinheiro com o que sabemos fazer sem medo ou vergonha. Se era isso que eu sabia fazer porque não? Hoje me orgulho em ver que os 30 salgados com que comecei se multiplicaram, agora são mais de 600, então tudo valeu a pena para eu ter este meu pequeno grande negócio”, conclui. |
|
|
|
E x p e d i e n t e : |
|
|
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| |