| COTIDIANO | |
Alcoólicos Anônimos: luz no fim do túnel |
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“Fui um bebedor daquele tipo que se abraça todo mundo no boteco e maltrata a família quando chega em casa. Minha mulher me chamava de alcoólatra e eu voltava para beber mais. Precisei chafurdar no “fundo do poço” da vergonha moral até admitir que realmente o problema estava comigo e que eu precisava de ajuda”, relata J.M., membro da Irmandade de Alcoólicos Anônimos (AA) há cinco anos. Ele afirma que quando chegou na sala de mútua-ajuda da entidade, encontrou outros que como ele, haviam sofrido horrores com a dependência do álcool, mas que estavam felizes por haverem se libertado da compulsão. “Quis saber que milagre era aquele ao qual os membros se referiam, já que não se diziam ligados a qualquer religião. Descobrir com o tempo que o milagre estava na solidariedade e no amor fraterno que emana no ambiente. Com o tempo reconquistei a confiança da família e dos amigos. Hoje posso assegurar que também sou um milagre, tendo em vista a mudança que aconteceu na minha vida”, acrescentou o rapaz. Diariamente milhares de pessoas amargam o desespero de terem perdido o controle sobre seu modo de beber. Nesse ponto o álcool se torna um inimigo voraz que de maneira sutil lhes tira a família, o emprego, a moral e o respeito próprio. Elas formam uma verdadeira legião de desgarrados, de ébrios cambaleantes que comungam com a solidão o vazio das noites intermináveis. Experiência como a que foi contada por J.M. não é novidade para os membros da irmandade de Alcoólicos Anônimos. A maioria afirma que foi bebedor compulsivo e que esteve no “fundo do poço” até admitir que tinha um problema com a bebida e que precisava de ajuda. Hoje eles ensinam aos outros como conseguiram parar de beber e reformular suas vidas, agregando a ela novos valores. Apesar de serem anônimos, esses homens e mulheres estão presentes em todos os seguimentos da sociedade. Eles têm consigo um diferencial a mais em relação às outras pessoas, ou seja, possuem um nível de sentimento solidário aguçado quando o assunto é ajudar outro ser humano, não importando se quem precisa de auxílio é necessariamente outro alcoólatra ou não. E não é difícil encontrar esses alcoólicos anônimos em reuniões que acontecem todos os dias nos bairros e no centro da capital. Durante esses encontros eles falam das ocorrências que marcaram suas vidas no alcoolismo ativo e ressaltam principalmente a satisfação de estar há anos sem ingerir álcool. Acima de tudo, os membros são provas vivas de um tipo de força que emerge da fraqueza e dão exemplo da sabedoria conquistada na luz da boa vontade. Para saber - Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo. Para ser membro não há necessidade de pagar taxas ou mensalidades. AA não está ligada a nenhuma seita ou religião, não combate e não defende causas, não pertence a nenhum partido político e não entra em controvérsia. O propósito primordial de seus membros manter a sobriedade e levar a mensagem de otimismo aos que ainda sofrem. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o alcoolismo é uma doença progressiva e de determinação fatal, o que significa que ela não tem cura. Porém, desde 1935 os membros de AA vêm provando que é possível frear esse mal levando em conta a boa vontade e a vigilância em evitar o primeiro gole. Como encontrar AA – A irmandade de Alcoólicos Anônimos está presente em mais de 170 países e possui milhares de membros espalhados pelos lugares mais longínquos do planeta. No Acre o Escritório de Serviços locais de AA (ESL) está situado rua Coronel José Galdino, 289 – Bosque, anexo à Igreja Santa Inês. Telefone para contato: 3224-9449. | |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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