COTIDIANO

Rio Branco, 125 anos: quem valoriza a cidade, cuida

Este ano a festa de aniversário da capital inspira um presente feito de consciência

Cedida


Val Sales

A cidade de Rio Branco vai comemorar 125 anos de fundação no próximo dia 28. Depois de ultrapassar várias fases, cuja estrutura oscilou entre a resistência e o abandono, a capital se veste novamente de um brilho inovador, que inspira o cuidado e a dedicação de seus habitantes. Neste aniversário o município recebe de presente os frutos de uma consciência, onde o cuidado e a preservação do bem público estão em primeiro lugar.

É certo que neste Natal a acidade e seus cidadãos estão diferentes. Ambos cresceram – ela evoluiu em estrutura e ele na aquisição de novos valores. O munícipe hoje sabe que o melhor presente que pode dar para a cidade é mantê-la limpa e isto consiste em não jogar lixo fora dos cestos, pela janela do carro ou nas margens dos rios e igarapés.

Aliadas e essa prática também estão outras ações simples que consistem em não pichar os muros e abrigos de ônibus, não depredar telefones públicos, observar as regras da boa convivência e assumir o seu papel de guardião do patrimônio público. Isto porque a responsabilidade pela manutenção do bem comum não é somente dos gestores.

Cada cidadão é convocado a fazer a sua parte se deseja realmente desfrutar de um ambiente limpo e livre da depredação. Além da preocupação em relação à estrutura, a cidade recebe neste aniversário a reafirmação do civismo de seus habitantes e o sentimento da liberdade que fez centenas de heróis suarem para tornar o Acre parte integrante do Brasil.

O melhor presente

“Todas as pessoas têm que reconhecer que a cidade mudou. Para ver isso não precisa ir longe basta dar uma olhada nos bairros. Em cada um deles há uma obra sendo feita e isso é um alívio para nós que ficamos abandonados por tanto tempo. O melhor presente nós já recebemos – o reconhecimento como cidadãos e podemos devolver carinho”, afirmou o aposentado Alfredo Araújo de Oliveira, morador do bairro Wilson Ribeiro, na área do Calafate.

“Um plantaria uma árvore de presente”, disse a também aposentada Carmelita Carvalho de Oliveira ao se referir ao melhor presente para a cidade. Ela mora na Vila Betel, no bairro Floresta e garantiu que os governos não fizeram em noventa anos o que foi feito nos últimos dez. “Dá gosto de ver o cuidado com que os administradores têm com o Estado e o município a partir do governo do Jorge Viana. Somos gratos aos atuais gestores e podemos garantir que o Acre é outro Estado depois que o Jorge assumiu nossos sonhos”, garantiu ela.

“A estruturação da cidade está em um caminho progressivo. Isso porque a gente percebe que nossos governantes estão empenhados no trabalho ao qual se propuseram. Mas é bom que todo mundo assuma a responsabilidade de preservar o que já foi feito e isso também pode ser feito por nós da população”, lembrou a dona de casa Francinete Fernandes, moradora do bairro Aeroporto Velho.

Fragmentos da história de Rio Branco

A cidade de Rio Branco foi sucessivamente, o olho do furacão durante os dias da Revolução Acreana, a sede do Departamento do Alto Acre, a capital to Território Federal do Acre e finalmente a capital do Estado. Muitos se perguntam porque Rio Branco sempre foi a capital acreana. Uma parte da resposta está na forma como o Seringal Volta da Empresa gradativamente se transformou em povoado, ou seja, em porto livre para as gentes e mercadorias que circulavam no mais rico dos rios acreanos durante o primeiro ciclo da borracha (1870 – 1912).

Além de ter sido uma das primeiras cidades a surgir nas margens do rio Acre, Rio Branco é a cidade acreana mais populosa, concentrando parte significativa da população total do Estado. A mesma Gameleira (no Segundo Distrito) que encantou os olhos dos primeiros comerciantes da região, foi testemunha de um dos principais combates travados entre revolucionários acreanos e tropa boliviana durante o crítico período da Revolução que tornou o Acre brasileiro. A história hoje é passada de pai para filho e as crianças aprendem desde cedo, na escola, sobre a bravura dos heróis que tornaram o Acre independente. (Parte do texto retirada do artigo escritos em 2002 pelo atual presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Marcos Vinícius Neves).

Programação

Às 8horas – III Corrida Pedestre Infantil de Rio Branco. – Largada: Prefeitura do Centro / Chegada: Mercado Velho

Às 9horas – Catraiada – Largada: Porto da Gameleira / Chegada: Passarela Joaquim Macedo.

18horas - Vernissage da exposição das obras produzidas durante o III Concurso de Pintura em Tela “As Cores da Cidade”, divulgação dos resultados e a premiação.

19h00 – Show da Cidade.

 

 
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Rio Branco-AC, 20 de dezembro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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