COTIDIANO

Incentivo à produção

Casas de farinha serão capacitadas para padronizar produção na capital e elevar o nível de qualidade ao consumidor

 


Val Sales

A Gerencia Estadual de Vigilância Sanitária (Gevisa) vai realizar no próximo dia 22, no auditório de sua sede, na avenida Antônio da Rocha Viana, um curso de capacitação técnica para proprietários de casas de farinha de Rio Branco. O treinamento acontece por meio de uma parceria entre o governo e os produtores, com o objetivo de criar uma padronização do produto, que deverá assumir a mesma qualidade da conhecida farinha de Cruzeiro do Sul.

A intenção do trabalho da Gevisa, segundo seu gerente, Luiz Felipe Jaguaribe, não é somente fiscalizar e punir as irregularidades, mas oferecer orientações para que os donos desses estabelecimentos, assim como os manipuladores de alimentos, utilizem as regras de cuidado e higiene na confecção dos itens que chegam à mesa do consumidor.

Ao todo, estão cadastradas no órgão de vigilância do Estado 15 casas de farinha. Porém, aquelas que estão irregulares também terão oportunidade de participar do treinamento e buscar a legalidade para ter acesso ao espaço na concorrência com os demais produtores. Jaguaribe explicou que durante o curso os técnicos da Gevisa orientarão para as normas de saúde e manipulação segura no preparo correto da produção.

“Os produtores terão capacidade para trabalhar melhor nas casas de farinha e oferecer melhor qualidade ao consumidor seguindo corretamente as normas de saúde”, acrescentou Jaguaribe.

Durante todo o ano, os técnicos da Gevisa trabalharam em parceria com os municípios, levando o suporte técnico a regiões como Santa Rosa do Purus e outros locais de difícil acesso, assim como aconteceu em relação aos agentes comunitários de saúde dos 22 municípios acreanos.

As equipes da Vigilância Sanitária do Estado também estiveram presentes nas feiras agropecuárias, levando informações aos manipuladores de alimentos sobre as normas de higiene a serem seguidas. Na ocasião, o órgão distribuiu kits com luvas, aventais e outros equipamentos de uso indispensável dos manipuladores de alimentos. Além da orientação, também coube à Gevisa fiscalizar e apreender itens que não seguiam o padrão de qualidade exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ações preventivas

Entre as muitas ações desenvolvidas dela Gevisa está a fiscalização nos supermercados, onde são analisados a temperatura dos alimentos, a validade deles e demais processos que garantem a qualidade dos produtos adquiridos pelos consumidores acreanos. Tais atividades vêm desencadeando uma conscientização geral por parte dos comerciantes, sabendo eles que qualquer irregularidade poderá lhes causar prejuízos maiores.

No ano passado, os técnicos também promoveram treinamento em vigilância sanitária para os detentos do presídio Doutor Francisco de Oliveira Conde. O público alvo foi à equipe de manipulares de alimentos e os demais presos que cuidam de hortas e criação de animais.

Segundo Jaguaribe, as orientações fornecidas aos detentos servirão inclusive como opção de geração de renda familiar, quando eles obtiverem sua liberdade e partirem para a concorrência no mercado de trabalho. A gerencia aconselha que os comerciantes estejam atentos ao cumprimento das normas e alerta que o consumidor observe as condições do produto que leva para casa.

Anvisa no Acre

Um grupo de técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estará no Acre no próximo dia 28 para uma reunião com os departamentos estadual e municipal da área. O encontro envolverá os profissionais da gerência estadual e em seguida haverá um debate com os gestores da vigilância do Estado e município, além dos coordenadores do interior.

O objetivo é discutir a criação de um modelo de vigilância sanitária para o Acre, sendo que ele já existe, faltando apenas ser reafirmado. O resultado do debate será levado para o seminário que vai acontecer em Belém (PA), com a participação de todas as vigilâncias da Região Norte. Nele serão mostrados as dificuldades e avanços do setor.

Um fato que tem acontecido em todas as vigilâncias, e que precisa mudar, é a falta de autonomia nas ações. Segundo os especialistas do setor, a vigilância normalmente é algo que incomoda, por ser um órgão de fiscalização, mas que é responsável pela segurança alimentar da população. Diferentemente da ação básica de saúde, a Vigilância Sanitária não vê a doença a partir da doença, mas antes de ela acontecer.

Nesse sentido, o seminário ganha mais importância ainda. Nele, será apresentado o balanço do trabalho que o setor realiza na região, assim como as doenças que deixaram de acontecer graças a essa atuação.

Dos 27 Estados do Brasil, cerca de 20 já transformaram suas vigilâncias em departamentos, fundações ou autarquias, visando fortalecer e dar mais autonomia à área, que precisa ser fortalecida para que suas ações sejam efetivamente aplicadas com segurança.

 

 
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Rio Branco-AC, 21 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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