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FRASE

“Nos jornais, na televisão, no cinema, em todas as instâncias, a violência está tão presente nas situações comunicativas da mídia contemporânea que se apresenta como uma obsessão temática.”

Malena Segura Contrera


Emendas amarradas

Nesta sexta-feira, 23, todos os prefeitos acreanos deverão participar de reunião com a bancada federal, na sede da Amac. Chefes do Executivo e parlamentares irão debater a liberação de emendas e como a bancada poderá ajudar os municípios. É dessa forma que as coisas devem funcionar.

Dados levantados

Para ter subsídios na reunião com os prefeitos, os parlamentares se movimentam. Ontem, Perpétua Almeida (PC do B), Sérgio Petecão (PMN), Gladson Cameli (PP) e Fernando Melo (PT) participaram de audiências com o ministro dos Esportes, Orlando Silva, e na Funasa. Nos dois lugares, tiveram a garantia de que não haverá dificuldades para a liberação das emendas. Estranha a ausência dos demais parlamentares, que foram convidados.

Do limão, a limonada!

Com sua conhecida habilidade política, o presidente da Aleac, Edvaldo Magalhães (PC do B), conseguiu transformar uma coisa azeda em doce, ao assinar acordo com o sindicato dos servidores do poder para pagar o passivo trabalhista de 11,98%. Foi como pegar um limão e fazer uma limonada. Quase todo mundo ficou feliz.

Dinheiro antecipado

Está previsto no contrato que a Aleac firmará com o banco que irá manter as contas da Aleac a antecipação do valor total devido aos servidores com uma taxa de juros menor. É bom os servidores analisarem bem a situação para não reclamarem depois. Pagar juro sempre é complicado.

Preço da modernização

Para movimentar todo o orçamento do Legislativo estadual, Edvaldo Magalhães exigirá que o banco apresente uma contrapartida R$ 1,5 milhão. O dinheiro será aplicado no projeto de modernização da Aleac, que prevê a informatização de todos os procedimentos legislativos.

Força política

Os mais apressados podem dizer que Edvaldo Magalhães resolveu em menos de dois meses o que Sérgio Petecão (PMN) não solucionou em vários anos. Não é verdade. Petecão negociou a incorporação do percentual devido e, como qualquer administrador, recorreu a todas as instâncias. Magalhães está pagando porque, no momento, reúne mais força política dentro da FPA.

Briga perdida

Pronto! O governo do Amazonas irá à Justiça contestar o IBGE, que transferiu, em 2004, 1.184 km da área territorial amazonense para o Acre. Vão alegar que houve um equivoco do órgão. A Adin será motivada, principalmente, porque o município de Envira alega ter perdido 44% de sua área. É o tipo de briga em que se entra derrotado. O IBGE apenas cumpriu determinação do Supremo.

Gesto de gentileza

A ida do dirigente do Ibama Anselmo Forneck à Aleac ontem é, antes de tudo, um gesto de gentileza. Por dirigir uma autarquia federal, Forneck, em tese, não tem obrigação de dar explicações sobre os seus atos a parlamentares estaduais.

Meninos espertos

Antes do Torneio-Início do Campeonato Acreano de Futebol, o governo distribuiu vários ingressos nas escolas estaduais. Cada um custa R$ 10. Ocorre que a maioria dos meninos não curte o esporte bretão. Tanto que venderam suas entradas a preços que variam de dois a cinco reais.

CPI no escuro

Walter Prado (PSB) avisou que esgotará todas as possibilidades com a Eletroacre no tocante ao atendimento da empresa a seus clientes. Caso não haja uma solução, irá propor a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. É quando as coisas, que estão escuras, poderão clarear.

Debate técnico

A mesa diretora da Aleac pretende realizar, no próximo dia 12 de abril, debate sobre a prospecção de petróleo no Acre com o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima. A idéia é fazer um debate técnico dentro de uma casa política.

Rumo a Urucum

Animado com a prospecção, o senador Tião Viana (PT) organiza comitiva para fazer uma visita ao gasoduto de Urucum. A turma parte no dia 1º de abril. Lideranças do movimento indígena e ambiental serão convidadas. Quanto mais pessoas se envolverem no debate, maior será a probabilidade de acertos.

Sempre desunidos

Somente N. Lima (PFL), Luiz Calixto (PDT) e Donald Fernandes (PSDB) fazem discursos mais duros contra o governo na Aleac. O problema é que o trio não se entende. Os outros opositores - Chagas Romão e Antonia Sales, ambos do PMDB - atuam de forma mais moderada.

Mal com todos

Ao comentar o desempenho do prefeito de Epitaciolândia, José Ronaldo (PSB), o deputado Delorgem Campos (PSB) disse: “Ele está mal com o partido, com a FPA e com a população”.

Centralismo de saia

Já em Brasiléia, a prefeita Leila Galvão (PT) é criticada por não conceder o devido espaço aos aliados. A previsão é de que ocorra um racha na Frente Popular caso a situação não seja contornada. Os socialistas, que têm o vice-prefeito, estão eriçados.

Movimentação nos bairros

Dirigentes do movimento comunitário estão se mobilizando para pressionar o governo a adotar medidas para combater a violência. Ontem, os líderes da Regional V se encontraram com o comandante da PM, coronel Romário Célio. A idéia da Umamrb é elaborar um calendário de debates em todas as regionais.

Lei do silêncio

Será que encontraram os R$ 12,5 mil sumidos da prefeitura de Jordão? Essa é a impressão que fica com o silêncio que tomou conta da história nos últimos dias. O dinheiro, que foi escaneado, foi retirado de um valor de R$ 300 mil do Fundef. A informação que chega é de que não está havendo uma investigação aprofundada para chegar aos autores da façanha.

Fora do ninho

O grupo do ex-deputado José Vieira e da ex-prefeita Toinha Vieira sofreu mais uma baixa ontem. Fiel aliado do casal, o vereador Juza Bispo anunciou sua saída do PSDB, durante sessão na Câmara de Sena Madureira. Bispo ficará sem partido momentaneamente, mas permanecerá na oposição ao prefeito Nilson Areal (PR). É questão de coerência.

Perda de força

Juza Bispo é a segunda baixa que o casal Vieira perde em poucos dias. Recentemente, o pastor Celso Gregório e toda sua turma passaram a apoiar o prefeito Nilson Areal. Se continuar assim, a candidatura de Toinha Vieira a prefeita poderá ficar comprometida.

Triste aniversário

Abrahim Lhé Farhat telefona para lembrar que hoje faz quatro anos de ocupação americana no Iraque. É uma guerra em que os EUA, com todo poderio, podem se sentir derrotados. Segundo Lhé, “o Iraque existe, o Iraque resiste”.

 

 
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Rio Branco-AC, 21 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
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