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PAC precisa de apoio do Banco Central para “sair do papel”, defendem Ciro e Pochmann

 


Flávia Albuquerque

São Paulo - O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) corre o risco de não “sair do papel” caso não seja coordenado com a redução da taxa básica de juros, definida pelo Banco Central. A opinião é compartilhada tanto pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) como pelo economista Márcio Pochmann, em debate realizado ontem, na capital paulista.

Ciro considera o PAC a demonstração de que é possível buscar o crescimento com uma ação planejada e organizada do Estado, junto com a iniciativa privada. “Minha angústia é que há uma certa necessidade crítica de coordenação que também não existe”. Segundo ele, “se não houver uma coordenação estratégica entre Banco Central, com política monetária, cambial, fiscal, o PAC não sai do papel”.

A decisão do Comitê de Política Monetária de reduzir em 0,25 pontos percentuais a taxa básica de juros anunciada esta semana vai contra todos os objetivos do PAC, na avaliação de Ciro Gomes. “Revela continuamente uma descoordenação do Banco Central”.

O professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Márcio Pochmann, concorda. “Se não houver uma coordenação do conjunto das políticas nós poderemos ter um programa muito bem concebido, mas que poderá não ter os resultados inicialmente projetados”.

Pochmann disse esperar que o PAC não repita o fracasso, segundo ele, do programa Brasil em Ação, do governo Fernando Henrique Cardoso. “Nós já tivemos no governo anterior um programa similar, que lamentavelmente não foi implementado. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 21 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
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   PORONGA
Da Redação
 
 
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