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Investigação mostra que bingos paulistas pagam propina de até R$ 30 mil por mês |
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São Paulo - A investigação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Receita Federal descobriu que os bingos do estado de São Paulo chegavam a pagar entre R$ 20 e 30 mil por mês para que os estabelecimentos pudessem continuar funcionando por meio de liminares judiciais. Ontem, foram cumpridos mais de 80 mandados de busca e apreensão dentro da Operação Têmis (batizada em alusão à deusa grega da Justiça), para desarticular uma quadrilha de envolvia donos de bingos, empresários e magistrados, o que causava prejuízos aos cofres públicos. “Havia bingos que pagavam de uma só vez R$ 150 mil. Havia bingos que pagavam para o lobista mensalmente. Dependia do tempo de duração da concessão da liminar”, explicou o delegado Luiz Roberto Ungaretti Godoy, da delegacia de combate ao crime organizado, e um dos responsáveis pela investigação, que corre sob segredo de justiça. A investigação e a operação teve autorização do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com ele, o esquema consistia basicamente “na atuação de lobistas junto à Justiça Federal, com frentes na Receita Federal e na Polícia Civil”. A Receita Federal atuava na “compensação de créditos tributários” e os policiais civis, “na parte de vazamento e segurança da organização criminosa”. Segundo o delegado, além dos bingos, uma multinacional estaria por trás do esquema. O superintendente da PF Geraldo José de Araújo explicou que “o lobista fazia uma aproximação e convencia os magistrados envolvidos a conceder liminares favoráveis. (Agência Brasil) |
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