| POLÍTICA | |
Governo lança projeto de Gestão Democrática da Saúde Sociedade terá mais participação nas decisões da saúde no Estado |
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Uma maior participação da sociedade nas unidades de Saúde está sendo priorizada no programa de gestão do atual governo. A idéia é que os centros recebam o recurso necessário para garantir sua própria manutenção. Para isso será criado um comitê gestor com a responsabilidade de resolver os problemas do dia a dia, sem ter que realizar grandes licitações ou enfrentar a morosidade burocrática, que resulta em entraves no atendimento à população. O projeto foi apresentando na manhã de ontem pelo governador Binho Marques, que estava acompanhado do senador Tião Viana, do secretário de Saúde Osvaldo Leal, deputados e outras lideranças da área. Durante seu discurso, Binho frisou que o principal objetivo da proposta é a descentralização do sistema, criando uma aproximação maior entre o serviço e o cidadão. A proposta, que já é praticada pela Secretaria Estadual de Educação – onde as escolas são responsáveis diretas pela administração de seus recursos -, também segue a experiência praticada no município de Sena Madureira, cidade em que vem sendo aplicado há três anos o Projeto Dinheiro Direto no Hospital. “O grande salto que aconteceu na Educação foi a autonomia das escolas, o dinheiro dentro dos centros de ensino. Queremos que na Saúde seja da mesma forma, onde três pessoas - definidas por caráter técnico - formarão um Conselho Gestor que terá a missão de administrar os recursos de cada unidade de saúde, tanto na capital como no interior”, destacou o governador. Segundo Binho, um trabalho centralizado sem querer gera desperdícios, porém, quando se descentraliza, as compras são feitas em cima das necessidades reais. Ou seja, esse novo projeto gera ainda uma economia. “Com estimativas se têm gastos além do necessário, já distribuindo o recurso existe a opção de comprar à vista, porque o governo repassa o dinheiro para as unidades e essas detêm o recurso em mãos e não precisam empenhar ou pagar depois. Pagando em dinheiro, os centros poderão comprar os produtos necessários por um preço menor e exatamente o que necessitam”, ressaltou. O evento de ontem foi realizado com o intuito de discutir com os funcionários da Saúde a proposta. O mesmo projeto será debatido em todos os municípios do Estado, e deve ser encaminhado para a Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) até o mês de junho. Isso já faz parte da proposta de inclusão social que vem sendo defendida por Binho Marques desde a campanha política do ano anterior. Acre é o Estado que mais investe no setor de saúde Durante o lançamento do Projeto Gestão Democrática, o senador Tião Viana apresentou dados do Ministério da Saúde que comprovam o grande empenho que a última administração e a atual do governo local tiveram no sistema de saúde, contando com o apoio de toda a bancada em Brasília e ainda do presidente Lula. “Desde o ano de 2004 somos o Estado que mais gasta em saúde no país, proporcionalmente, enquanto investimos uma média de R$ 513 por habitante ao ano, Minas Gerais, por exemplo, gasta apenas R$ 257, São Paulo – R$ 383. Vale ressaltar que até 1998 o Acre gastava apenas R$ 28 por pessoa ao ano”, enfatizou o senador. De acordo com Tião, esses investimentos refletem na grande infra-estrutura que foi montada nos últimos anos no Acre, que engloba o Hospital do Idoso, do Juruá, da Criança e vários outros construídos na capital e no interior. “Podemos citar o hospital do Câncer, qualquer pessoa que visita aquela unidade percebe que o Estado está avançado em 20 anos em relação ao que era antes”, pontuou. Desafio é acolher com amor e dar respeito ao cidadão Para Tião Viana, após essa otimização na estrutura da saúde, a próxima etapa da gestão do atual governador é acolher com amor, dar respeito e resolver os problemas de quem procura o setor. “Tenho certeza que essa etapa será deslanchada a partir de agora, e será construída em uma longa caminhada, onde muitos dos passos estão sendo dados nesse momento”, afirmou. Binho Marques concorda com o senador, e ver como um de seus principais desafios daqui para frente a melhoria da gestão pública na Saúde. “Já temos os equipamentos necessários nas unidades, agora estamos iniciando a etapa de humanização do serviço, o nosso ponto de partida é o mesmo de chegada da Educação”, acrescentou. |
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