| COTIDIANO | |
Prefeitura de Rio Branco vai ampliar feiras livres nos bairros Mais uma edição aconteceu ontem no bairro José Augusto |
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A prefeitura de Rio Branco lançou mais uma feira livre, no bairro José Augusto, ontem pela manhã. Dezesseis produtores do Pólo de Agroflorestal Hélio Pimenta estarão comercializando frutas, legumes e cereais, todas as quartas-feiras, em frente à praça do bairro, e com preços 70% mais baixos que nos mercados tradicionais. A ampliação do Projeto de Feira Livres de Bairros, da Secretaria de Agricultura e de Florestas (Safra), é na verdade, mais um componente da política de incentivo agrícola implantada nesta gestão do prefeito Raimundo Angelim, que reativou a pasta, reformou os mercados públicos e se prepara para a construção de uma Central de Abastecimento de Produtos Agrícola, a Ceasa. Este conjunto de medidas vai permitir que em 2008 Rio Branco já tenha condições de atender a uma demanda por produtos agrícolas para mais 50 anos. Para a realização destas feiras, a Prefeitura de Rio Branco conta com o apoio da Fundação Banco do Brasil, que fornece a estrutura necessária aos produtores. O investimento total é de pouco mais de R$ 200 mil. Cada colono recebeu um kit feirante, composto por cinco caixas plásticas, um jaleco branco, um crachá de identificação e um boné. Os feirantes participaram também de uma capacitação sobre técnicas de comercialização, associativismo e cooperativismo, noções de higiene, reciclagem de lixo e até sobre o Código de Postura do Município. Nos dias de feira, um caminhão, adquirido por meio de convênio com a Fundação Banco do Brasil, chega aos pólos agroflorestais e antes mesmo do amanhecer traz as famílias para a cidade. Dona Rocilda Messias de Souza, de 52 anos, doze deles morando no Pólo Hélio Pimenta, acordou hoje às três horas para aprontar os maços de alface, a macaxeira e a abóbora, parte da mercadoria que trouxe para a feira. “Estamos muito satisfeitos com as vendas. Aqui vendemos diretamente e ganhamos muito mais por isso”, comenta. A alface que dona Rocilda comercializa sai para o consumidor a R$ 1,00 a unidade, enquanto que o preço médio nos supermercados é de R$ 1,47. A economia, neste caso, é de 68%. O maço do cheiro verde, também conhecido por cebola de palha, custa na feira dos bairros R$ 0,35, enquanto que nos supermercados ele é comercializado por R$ 0,89. Maria Aparecida dos Santos, de 30 anos, já está na quarta oportunidade. Afirma que as feiras permitem escoar com mais rapidez a produção e garantir um dinheiro a mais, que antes só se via na mão de atravessadores. “O nosso trabalho fica muito mais valorizado e as pessoas que vêm até aqui têm a oportunidade de comprar tudo fresquinho, direto da horta”, diz. De acordo com o Zoneamento Econômico, Social e Ambiental de Rio Branco, a renda líquida média de cada produtor do Hélio Pimenta é de R$ 398,85, com a venda das hortaliças e frutas. Amanhã, a feira acontece no bairro Bosque, em frente à Eletroacre, com início às 7 horas. Renovação e esperança de dias melhores O prefeito Raimundo Angelim afirmou que a Prefeitura de Rio Branco pretende ampliar para mais 20 bairros as feiras livres tocadas por produtores de pólos agroflorestais. Atualmente, elas existem em apenas seis. “Estas feiras são frutos da esperança e da renovação de pessoas que desejam ser valorizadas, os nossos agricultores, e por isso, nossa meta será agora a de ampliar esta atividade para outros bairros”, afirmou Angelim. Secretários, vereadores, líderes comunitários e representantes da Fundação Banco do Brasil participaram da abertura da feira, no bairro José Augusto. Conforme o secretário de Agricultura, Mário Jorge Fadell, um levantamento comprova que se gastando R$ 50 por semana nestas feiras se tem uma economia de até R$ 140 por mês. “A renda para o produtor aumenta e o custo para o consumidor da cidade se reduz consideravelmente”, diz Fadell. | |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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