COTIDIANO

Agricultor se acorrenta em grade em protesto no centro

Raimundo cobrou celeridade em processo que tramita na Justiça

Regiclay Saady
Raimundo usou correntes para
se prender à grade da AGU


Val Sales

O agricultor Raimundo da Silva, morador da colônia Suzana, na estrada de Boca do Acre, forjou um argumento inusitado de protestar e chamar a atenção de quem passava ontem pelo centro da cidade. Ele se acorrentou na grade do prédio da Advocacia Geral da União (AGU) para cobrar pressa em processo de indenização de terras que foram desapropriadas pelo governo federal na cidade de Cacoal, Rondônia.

Raimundo disse que espera o desenrolar do processo desde 2001, quando foi comunicado de que seu caso teria sido transferido para a jurisdição do órgão no Acre. Diante da cena, uma das autoridades policiais que se encontrava no local tentou fazer o encaminhamento do manifestante nos trâmites da advocacia, não obtendo êxito na resolução do processo.

Como havia prometido, caso não resolvesse a questão, o agricultor se acorrentou novamente em uma árvore, dessa vez na frente do prédio da Justiça Federal, ao lado da Assembléia Legislativa do Acre. Raimundo explicou que o lote na estrada de Boca do Acre, onde mora atualmente, recebeu como parte do pagamento de suas terras na cidade rondoniense, ficando um restante de cerca de R$ 15 mil para ser pago pelo governo.

 

 
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Rio Branco-AC, 21 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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