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Avô do governador Jorge Viana é homenageado com nome de avenida em Plácido de Castro Numa época em que cuidar da família era tarefa difícil, Diamantino Augusto de Macêdo amparou dezenas de crianças pobres |
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Corriam os dias da década de 30 do século passado quando uma família inteira subiu ao lombo de jumentos e deixou o Vale do Abunã para tentar a sorte na região do rio Acre. Três dias foram consumidos na viagem de cerca de cem quilômetros desde a fronteira com a Bolívia, onde a família de Diamantino Augusto de Macêdo criara profundas raízes, mas a crise da borracha obrigava à busca de tempos melhores. Essas raízes foram perpetuadas em 2005 pelas mãos do vereador Edmilsom Ferreira, que, levando em conta a importância de Diamantino no desenvolvimento sócio-econômico da região do Abunã, aprovou projeto alterando para Diamantino Augusto de Macêdo o nome da avenida Juvenal Antunes, a mais importante da cidade e a via que dá acesso à vila de Montevidéo, na margem boliviana do Abunã. A avenida foi completamente recuperada e duplicada, recebeu calçamento e ciclovia ao custo de R$ 1,5 milhão. A Diamantino Augusto de Macêdo faz parte de um pacote de obras entregues nesta terça-feira à população em cerimônia cuja síntese pode ser um grande encontro familiar: para marcar o ato, a prefeitura de Plácido convidou os filhos de Diamantino - Joaquim Macêdo, ex-governador, não continha a emoção -, os netos e os bisnetos. A família estava especialmente feliz com a homenagem ao homem que nasceu em Portugal, viveu em Manaus e chegou ao Seringal Bagaço pelas mãos do coronel José Ferreira, combatente da Revolução Acreana e avô de Edmilsom Ferreira. No Bagaço, Diamantino trabalhou na construção do barracão, atuou como gerente (“caixeiro”, como era chamado) e carregava na índole uma inquietude: apesar de ter dez filhos biológicos, cuidava de pelo menos três dezenas de outros adotados, muitas vezes abandonados pelas famílias pobres. “Numa época em que era complicado manter a família, Diamantino se preocupava com a dos outros”, registrou Jorge Viana, ao lado de Joaquim Macêdo, o tio que viajou junto com a irmã Silvia, mãe do governador, sobre latas de querosene na canga de burros pela trilha que os levaria ao Vale do Acre, onde a família seguiria contando sua importante presença no desenvolvimento econômico e social do Estado do Acre. Muitas obras - Plácido de Castro é hoje uma cidade completamente modificada, resultado da sólida parceria que se estabeleceu entre governo e prefeitura. As obras de revitalização das fachadas do comércio da avenida Diamantino Augusto Macêdo transformaram a via em um belo corredor de acesso ao centro da cidade e ao rio Abunã. Nada menos que 32 estabelecimentos comerciais de diversos ramos estão passando por uma restauração, retomando características originais. O serviço empregou mais de 30 trabalhadores. Apenas na parte de revitalização das fachadas, 160 metros de comprimento por 6,5 metros de largura, segundo o secretário municipal de Obras, César Lazzare. O governo, através do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (Deracre), asfaltou e recapeou quatro das mais importantes ruas - Epitácio Pessoa, Cleto Ramos e Coronel Fontenele de Castro -, as quais ligam também às principais avenidas da cidade. A avenida Diamantino possui agora iluminação com poste republicano. Somando-se ao trabalho realizado na Diamantino, o Deracre asfaltou perto de três quilômetros de ruas e travessas em Plácido. Nas margens do rio Abunã, governo e prefeitura construíram um mirante em madeira, também com iluminação em poste republicano - e foi ali que Viana, seus familiares, os pioneiros da cidade e o prefeito Paulinho Almeida descerraram a placa de inaguração do espaço, o qual marcou também a entrega do conjunto de obras. Paulinho lembrou que a cidade tem vocação para o turismo e, portanto, muitas ações devem ser efetivadas para viabilizar projetos nessa área. Havia vinte anos as ruas daquela cidade não recebiam nenhuma melhoria. Levando-se em conta todas as obras desencadeadas na cidade e na zona rural, toda a população, inclusive os comerciantes, estará melhor assisistida a partir de agora. “Agora estamos bem, mas queremos melhorar ainda mais”, disse Almeida. A festa foi encerrada com um show ao ar livre, no mirante do Abunã, realizado pela banda Boca Mel. OBRAS EM PLÁCIDO Escola Estadual de Franklin Roosevelt Avenida Diamantino Augusto de Macêdo Rodoviária Revitalização de fachadas comerciais Comerciantes vibram com cidade revitalizada Os imóveis do centro comercial de Plácido de Castro registram valorização de cerca de 100% desde que o governo e a prefeitura deram início ao processo de revitalização que não atingiu somente uma parte, mas os pontos mais importantes da cidade. Os bairros estão grandemente beneficiados com asfaltamento, recuperação de ruas, programas culturais e luz urbana: Plácido já concluiu o processo de eliminação dos “rabichos” e das ligações clandestinas, garantindo iluminação em 100% da zona urbana. “Não há o que reclamar porque melhorou de uma forma geral, tanto para nós, comerciantes, quanto para os clientes”, resumiu a cabeleireira Aparecida Amaral de Souza. Veja o que dizem os comerciantes e moradores “Este governador é um homem que traz para
nós o desenvolvimento. Sem um político administrativo
como ele, o Estado não cresce e não cresce também
o município.” “Antes as pessoas evitavam passar por aqui. Agora
é o contrário. Todo mundo quer fazer este percurso.” Jorge Viana: “Vou me lembrar deste setembro” O governador contou um pouco da história de Diamantino, o avô homenageado, e afirmou que, onde estiver, o pioneiro está se sentindo muito honrado com tudo que foi dispensado a ele. “Deus quis e Deus organizou para que esta tarde fosse um dos momentos mais importantes como governador”, disse, emocionado. “Vou me lembrar deste setembro. Vou me lembrar desta homenagem.” Lembrou ainda que a cidade recebe o nome de um dos oitos heróis brasileiros, o coronel José Plácido de Castro, revolucionário que liderou a retomada do Acre para o Brasil - e, por isso, é um lugar especial. “Aqui é onde o Brasil começa”, disse, afirmando estar recuperando uma parte da dívida que tem com o município. Viana exortou a população a cuidar o melhor possível da cidade. “Aqui não é qualquer lugar do mundo. É o nosso lugar”. Ao encerrar, falou das obras que estão em andamento ou devem ser iniciadas brevemente, como o museu, a escola João Ricardo, o asfaltamento da rodovia AC-475 e o programa de luz urbana. Dos tios de Jorge Viana estiveram presentes Ciro, Rosária, Lourdes e Joaquim. Eles caminharam pela avenida Diamantino, onde Viana cumprimentaram moradores e comerciantes. Em seguida, participaram da inauguração da escola Franklin Roosevelt. “É um novo Acre”, vê prefeito As obras em Plácido não são apenas arquitetônicas, mas representam o resgate da auto-estima dos moradores, abalada havia anos por causa do abandono e da omissão dos prefeitos que antecederam Paulinho Almeida. Ele instituiu uma das parcerias mais produtivas com o governo do Estado e, por esse prisma, avalia que as mudanças estão ocorrendo em todos os municípios onde há união de esforços pelo desenvolvimento regional. “É um novo Acre”, acentuou Paulinho, pedindo que esse processo de mudança não sofra solução de continuidade. “Temos de poder olhar para uma criança e ver que ela fará a diferença no futuro”, finalizou. A FRASE QUE FOI DITA “Esta é a homenagem de maior significado
que nós, descendentes de Diamantino Augusto de Macêdo,
recebemos.” Escola Franklin Roosevelt foi completamente reestruturada Incluída no pacote de obras que o governador Jorge Viana inaugurou, a escola Franklin Roosevelt é um dos emblemas da parceria que o governo estabeleceu com a prefeitura. Fundada em 1946, é um dos mais antigos estabelecimentos de ensino do Acre. De acordo com o prefeito Paulinho Almeida, várias foram as reformas, mas nenhuma com tamanho alcance como a realizada pela Secretaria de Educação, que a colocou no padrão da Escola Jovem, especializada no atendimento do ensino fundamental e médio. A escola foi completamente restaurada, mas o governador fez questão de manter duas partes de paredes com os tijolos originais, feitos à mão. “O senhor pode ter certeza, governador, que o dinheiro investido aqui terá como resultado um melhor aprendizado”, disse o diretor da unidade, Raimundo Pereira, o Professor Raimudinho. A reforma custou quase R$ 600 mil e mudou tudo na escola, que agora conta com espaços jamais imaginados tanto pelos professores quanto pelos 952 estudantes. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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