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Sipam reforça segurança e assessoria técnica O mais sofisticado aparato tecnológico está à disposição do governo estadual para monitorar a vigilância da floresta |
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Hélio Madalena, diretor do Centro, assegura que “são os mais modernos recursos existentes”. O diretor afirma ainda que esses softwares foram criados “não apenas para melhorar o sistema de segurança da região, mas cooperar com as políticas públicas vigentes nos nove estados da Amazônia brasileira”. E faz um alerta. “Isso, em si, não é suficiente”. Madalena diferencia a função inibidora contra a ilegalidade da função social do Sistema de Proteção da Amazônia. “Não protegeremos a Amazônia inteira, nem se colocarmos um soldado atrás de cada árvore”, confessa. “Esse sistema só será plenamente eficiente se for consorciado com projetos de desenvolvimento regionais. É preciso uma espécie de proteção consorciada”. O diretor executivo do Censipam, Edgard Fagundes Filho, declarou que os atuais recursos podem acabar com erros de análise cometidos na leitura de dados geográficos. “O seu governo”, disse se referindo ao governador Jorge Viana, “foi acusado injustamente de aumento de desmatamento, há um tempo atrás. Com esses recursos, os dados mostrariam que houve erros grosseiros de análise”. Na prática, o Sipam assessorar os órgãos estaduais e federais no Acre em várias frentes de trabalho. Estruturas como a do Imac (Instituto do Meio Ambiente do Acre), Secretaria de Segurança Pública, Sefe, Iteracre, Ibama, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Ufac serão diretamente beneficiadas com as informações do Sipam. Com elas, por exemplo, um registro de desmatamento, feita por imagens de satélite, em Marechal Thaumaturgo aciona o “sistema de alerta” e detecta com exatidão o local quase em tempo real. Há o envio de informações por imagens de todo o estado a cada 16 dias. “Esse é o tempo mais próximo do real possível atualmente”, explicou Madalena. A área urbana também terá recursos que poderão ser utilizados para a formulação de ações do poder público municipal. Por meio das “imagens multiespectrais com resoluções de 71 centímetros”, as prefeituras podem ter um grau de exatidão de pontos específicos da cidade que nunca esteve à disposição dos técnicos municipais. “Com essa resolução, a prefeitura pode saber pelas imagens, inclusive, a largura de determinada rua”, pontuou Edgard Fagundes Filho. “Com essa ferramenta, o planejamento urbano fica mais simples”. O secretário de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Estado do Acre, Edegard de Deus, afirmou que em 10 dias toda a equipe de governo já terá elaborado um “plano de demanda” para que “se tenha conhecimentos da quais informações específicas necessitamos de forma mais emergencial do Sipam”. No Acre, estão instalados 39 terminais remotos de computador do Sistema de Proteção. Em toda a Amazônia, são 700 pontos. Com o acesso às informações do sipam, o Acre passa a integrar a intranet do Sipam (espécie de “internet interna do sistema”). Com isso, técnicos do governo estadual poderão ter informações atualizadas, precisas de toda a região amazônica. O Sistema dispõe ainda de 10 computadores portáteis de geo-processamento que oferecem informações geo-referenciadas de qualquer ponto da Amazônia brasileira. “Na prática, isso significa que esteja um pesquisador onde estiver, ele pode alimentar a rede interna de informações para todo o sistema”, observou o diretor executivo do Censipam, Edgard Fagundes Filho. “Para quem trabalha com a produção de conhecimento, isso é importante”, disse o reitor da Ufac, Jonas Filho. BR-364 será “fotografada” As aeronaves do Sistema de Proteção da Amazônia possuem sistemas de radar com capacidade para registrar 31 “bandas” (imagens) por segundo. Esse recurso está acoplado aos aviões MP 145 e será usado para fazer um detalhado registro da BR 364 entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Esse foi uma determinação exposta pelo governador Jorge Viana à equipe. “Com essas imagens, o trabalho dos engenheiros nas obras de pavimentação da estrada pode ser melhor aproveitado”, disse o governador. “Para nós”, continuou, “o monitoramento e controle ambiental são prioridade”. As “fotografias” registram imagens que se estendem por 10 quilômetros além de cada margem da rodovia. O Sipam disponibiliza até 500 horas de vôo para que os estados utilizem as informações registradas pelas aeronaves. Parceria com Ufac já existe desde 2002 A parceria do Sipam e a Ufac existe desde o final de 2002, quando a universidade participou de um consórcio de instituições públicas de ensino da Amazônia para a adesão aos recursos tecnológicos do Sipam. Oito universidade federais aderiram ao programa. |
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