COTIDIANO

Uma Educação Ambiental que dá certo

Com trabalhos que mostram bons resultados, Ong Vertente participa com sucesso do V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Andréa Zílio

Projeto Água e Florestania. As duas palavras que nomeiam o trabalho feito pela Ong Vertente tem conseguido resultados significativos em sua proposta em Rio Branco. As ações desenvolvidas pelo grupo que integra 18 pessoas, as oficinas “Som da Floresta” e “Informática Ambiental” vêm ganhando cada vez mais reconhecimento e respaldo. Graças ao bom trabalho, a ong foi convidada a participar do V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, que aconteceu de 3 a 6 de novembro. Além disso, novas parcerias irão intensificar o trabalho feito aqui.

No fórum que reuniu mais de 4 mil pessoas de todo o Brasil, a Ong Vertente foi representada por Célia Pedrina, que é também idealizadora do trabalho. Ela participou da parte de testemunhos, falando do trabalho de Educação Ambiental feito na periferia de Rio Branco. A participação do Acre também foi preenchida com a participação da Rede Acreana de Educação Ambiental e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O som que vem da Floresta

Com a oficina Som da Floresta, a Ong faz um trabalho com crianças e adolescentes de 7 a 13 anos, de construção de instrumentos com matéria prima natural e aulas de música. O que iniciou com 30 alunos, hoje somam 55. Isso é feito em parceria com a Paróquia Santa Cruz, na comunidade Santa Luzia, no bairro Adalberto Sena.

Ali, através da música, do som, do movimento do corpo, eles aprendem a educação ambiental. Jalva da Silveira é quem coordena o trabalho que também é integrado por Neiva Nara, Voador, Santiago e Rogério.

Por conta desse viés ambiental, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), selecionou o “Som da Floresta” para ser beneficiado pelo projeto “Sala Verde”, que repassará a Ong, kit de materiais com publicações do MMA, estrutura para montagem da sala virtual e incluirá à Vertente no Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental, entre outros benefícios.

Inclusão digital - Com a oficina de “Informática Ambiental”, a Vertente com o apoio do vice-governador e secretário de Educação, Arnóbio Marques, capacitou seis agitadores ambientais, com cursos básicos de informática, leitura de texto, expressão corporal, e principalmente, educação ambiental, para que atuem como multiplicadores em 2005, em parceria com o projeto Comunidade Digital do Fome Zero.

Continuando com a proposta

No Som da Madeira, os alunos que iniciaram no projeto e ultrapassaram a faixa etária que ele atende, a Vertente procura novas saídas. Entre os planos, novas ações irão manter esse grupo na iniciativa. É que a Ong apresentou um projeto ao Ministério da Cultura (MINC), e foi um dos quatro aprovados para participar do Ponto de Cultura, que atenderá 200 propostas em todo o Brasil.

Célia Pedrina conta que a idéia é gravar um Cd com os alunos do Som da Madeira e lançar camisetas com a causa Educação Ambiental. “A confecção e venda de camisetas, o Cd, isso manterá os outros adolescentes no projeto que saíram da faixa etária. É um trabalho que vem ganhando visibilidade graças ao grande esforço de quem atua na Vertente”, comenta Célia.

 

 
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Rio Branco-AC, 21 de novembro de 2004
   GIRO GERAL
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