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Jorge Viana inspeciona obras na Capital e no interior; deputados dizem que vale a pena defender o Governo |
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O governador Jorge Viana embarca amanhã para uma viagem de dois dias por três municípios do Vale do Juruá inspecionando obras de trechos da BR-364. São os preparativos para o fechamento, em termos de obras civis, do sexto ano consecutivo do governo de Jorge Viana. Duas grandes obras em execução na Capital devem ser concluídas, ainda que não oficialmente inauguradas, até o final de dezembro: o trecho da Br-317 rumo ao igarapé Bagaço, no sentido Boca do Acre, no Amazonas, e a terceira ponte sobre o rio Acre. Na última sexta-feira, em Rio Branco, a exemplo do que vai fazer no Juruá, Jorge Viana reuniu 15 deputados que integram a bancada de sustentação de seu Governo na Assembléia Legislativa e da deputada federal Perpétua Almeida (PC do B) como representante da bancada no Congresso Nacional, para inspeção das duas obras. Na Estrada de Boca do Acre - cujo asfaltamento vai completar a obra da Estrada do Pacífico, já que abre a perspectiva de ligação do Acre com o Porto do Oceano Pacífico, no Peru, e com o Oceano Atlântico, através da navegação a partir do Porto do Purus, no Amazonas - as obras estão em franco andamento apesar do período invernoso. Paralelo às obras da estrada, o governo também trabalha em suas margens o programa de eletrificação rural “Luz Para Todos”, um consórcio que busca o desenvolvimento das áreas produtivas. “Chegar com o asfalto e com a energia elétrica nessas comunidades, é a redenção econômica de centenas de famílias até então condenadas ao isolamento e ao sofrimento”, disse Jorge Viana no local onde se dá, no momento, o trabalho de asfaltamento que deverá permitir acesso por estrada pavimentada até a ponte sobre o igarapé Bagaço, uma distância de 27 quilômetros. Os primeiros 13 quilômetros asfaltados dessa estrada foram feitos pelo governo Jorge Viana ainda no ano de 2000. Agora, a meta é chegar até o Bagaço no final de dezembro, anunciou o secretário de infra-estrutura e diretor-geral do Deracre, Sérgio Nakamura, que também acompanhou o governador na visitas as obras. Da BR-317, o governador Jorge Viana e sua comitiva formada por parlamentares e técnicos de empresas privadas e do governo que trabalham na fiscalização das obras, seguiram para a terceira ponte sobre o rio Acre que está sendo erguida, a um custo de R$ 12 milhões, entre os bairros da Sobral e do Amapá. “Essa obra será mais um cartão postal da nossa cidade”, disse Jorge Viana diante da ponte cuja conclusão das obras de arte que permitirão a ligação das duas extremidades deverá ocorrer também dezembro. “No início do ano, mesmo que a gente não tenha inaugurado oficial, já será possível desafogar o trânsito do centro da cidade por essa ponte, que absorverá todo o trânsito de caminhões pesados”, acrescentou o governador. A ponte faz parte das obras do Anel Viário, que deverá ser concluído durante todo o ano de 2005. “A ponte, que era a obra mais difícil, uma obra que muita gente duvidava que realmente saísse, já está praticamente pronta e daí para o sonho do Anel Viário será um pulo a parte mais bruta do trabalho, mesmo com sacrifícios, nós já conseguimos fazer”, afirmou. Obras são feitas mesmo sob a intensidade das chuvas Durante a visita ao acampamento da empresa responsável pela execução da pavimentação asfáltica da BR-317, o engenheiro civil Fernando Moutinho da Conceição, com mais de 30 anos de experiência, servidor do Deracre (Departamento de Estradas e Rodagens) e que, no atual governo já atuou nas obras da pavimentação da Estrada do Pacífico e no trecho da BR-364 entre Tarauacá e Feijó, fez uma verdadeira explanação sobre os sacrifícios para a platéia de deputados que acompanhavam o governador. De acordo com o engenheiro, além das dificuldades de transporte do material e das características do solo da região, que exige uma técnica apurada para que o asfaltamento não apresente complicações no futuro, quem trabalha em estradas no Acre tem que enfrentar o fenômeno natural das chuvas. Para se ter idéia do que isso significa, basta dizer que, de novembro de 2003 e novembro de 2004, choveu no Acre, na região das obras, algo em torno de 2.685 milímetros de chuva – a média do Acre varia entre 2,2 mil milímetros a 2,4 mil milímetros. “Isso significa que, se não adotássemos determinadas estratégias, todo o trabalho de terraplanagem seria levado de água abaixo. Além disso, não haveria asfalto algum que se segurasse sobre a terra”, disse Moutinho. O sacrifício levou os técnicos a adotarem uma saída estratégica, uma espécie de tecnologia absolutamente regional que consiste na cobertura do trecho trabalho por lonas impermeáveis. Há trechos de estradas em obra cobertos por lonas com mais de 600 metros de extensão. “A coisa é assim: a gente faz 200 metros e cobre. E assim vai indo. Desse jeito, estamos descobrindo um jeito novo de fazer asfalto na Amazônia”, disse Moutinho. Amazonas precisa fazer sua parte em seu território A torcida agora, além da conclusão da parte que cabe ao Acre no asfaltamento, os 70 quilômetros até a divisa com o território de Boca do Acre (AM), é que o governo do Amazonas consiga fazer sua parte e asfalte cerca de 110 quilômetros restante, até a sede do município. Há projetos neste sentido. O problema é que o governo do Amazonas não atendeu às exigências do Tribunal de Contas da União (TCU) para a execução da obra, perdeu dinheiro do Orçamento (cerca de R$ 9 milhões) e agora trabalha contra o tempo. “Mas nós temos a garantia do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que é do Amazonas, de que essa obra, no que diz respeito à parte do Amazonas, vai sair, nem que seja feita diretamente pelo DENIT, que é o órgão que substituiu o antigo DNER e que é responsável por esse tipo de obra”, disse o governador Jorge Viana. Significa dizer que, com a estrada concluída até Boca do Acre, o Acre passa a dispor de uma rodo fluvial, como são chamadas as rotas que incluem transportes terrestres e de navegação. “Alguns produtos do Acre não precisariam passar por Rondônia, pela hidrovia do Madeira. Utilizaríamos essa nova rota para escoar produtos como também para receber a produção interessada em chegar aos Andes, através da Estrada do Pacífico. Essa é uma obra estratégica”, afirmou Viana. “Sem apoio, não teríamos chegado até aqui”, diz Jorge Viana O governador Jorge Viana disse que o convite aos deputados estaduais e à representante da bancada federal na visita às obras em execução não foi feito aleatoriamente. Foi, na verdade, a demonstração de que o governador não só quer dividir responsabilidades com seus aliados. “Quero também dividir o sucesso do que conseguimos até aqui”, afirmou ao grupo de parlamentares. De acordo com Jorge Viana, tudo o que seu Governo conseguiu até aqui, foi obtido com o esforço de sua equipe técnica e de planejamento e com o empenho dos deputados federais e senadores que o apóiam. O governador também mencionou o apoio dos deputados estaduais na Assembléia Legislativa. “Se a gente olha para trás, vai ver que o Acre está melhor, mas muito melhor, em relação ao que era a alguns anos atrás. E algumas pessoas acham que isso é apenas trabalho do Governo. Não é. É certo que o governo se esforça muito, mas é certo também que temos aliados excepcionais em Brasília e aqui”, disse. Jorge Viana ressaltou que faz questão de falar sobre este assunto para que não pairem dúvidas em relação ao trabalho dos parlamentares. Segundo ele, muitas vezes, por desinformação, muitas pessoas pensam ou chegam a dizer que parlamentares não fazem nada. “Essas pessoas, lamentavelmente, estão enganadas. O trabalho dos parlamentares pode ser encontrado em todas as obras que realizamos até aqui. Sem o apoio dos deputados estaduais, dos federais e dos senadores não teríamos chegado até aqui”, disse. Depoimentos Os deputados que acompanharam o governador em visita às obras na última sexta-feira deixaram suas impressões sobre o que viram. Veja os depoimentos: Roberto Filho (PTB): “Estou aqui, como parlamentar, fiscalizando obras e confesso que estou impressionado com a qualidade dos serviços e com a determinação do governo em cumprir suas metas”. Edvaldo Magalhães (PCdoB), líder do Governo na Assembléia Legislativa – “É nesses momentos que a gente percebe o quanto vale à pena lutar para que esse governo tenha condições de trabalhar. Pelo nosso trabalho, pela nossa dedicação lá na Assembléia, na defesa de projetos como este aqui, é que o Governo consegue fazer sua parte, executando obras que vão melhorar substancialmente a economia como a vida do nosso povo, como é o caso dessa estrada e da terceira ponte. Sérgio Oliveira “Petecão” (PMN), presidente da Assembléia Legislativa: “Eu tenho uma história de sofrimento nessa estrada. Para que tivéssemos uma ponte sobre o igarapé Bagaço, além do mínimo de trafegabilidade, já tive que acampar, em governos passados, com os meus companheiros, durante mais de uma semana, neste trecho. Ver de perto o que está acontecendo aqui, com o asfalto e com a luz elétrica chegando às casas dos colonos, eu me convenço de que vale à pena lutar tanto na defesa deste governo”. José Luiz Tchê (PSDC): “O Acre viverá uma nova revolução com essa estrada e com essa terceira ponte na Capital. Eu estou muito feliz em participar da vida deste Estado neste momento”. Ronald Polanco (PT): “Essas duas obras mostram que a matriz da política do PT e do nosso Governo é o desenvolvimento sustentável. Aqui, à medida que se trabalha o asfalto, também se trabalha a energia elétrica de forma que as pessoas não recebem um benefício e ficam na dependência de outro. As coisas acontecem em bloco porque há todo um planejamento estratégico por trás dessas ações”. Padre Walmir (PT) – “Essas obras têm uma característica que vai além das obras em si. Elas têm o apelo da libertação das pessoas que viviam isoladas e abandonadas pelo poder público. Isso é cidadania”. Moisés Diniz (PC do B): “Tanto aqui no Vale do Acre como no Vale do Juruá, esse Governo trabalha de forma estratégica para encaminhar este Estado a um estágio de desenvolvimento não experimentado. É confortante para nós, que fazemos política, sabermos que aquilo que sonhamos pode ser realizado, pode ser prático. Eu sonho com esse Estado integrado, do Juruá à Assis Brasil, por estradas, e com obras como essa terceira ponte. Mas não basta só sonhar. A gente tem que pôr a mão na massa e é o que estamos fazendo lá na Assembléia Legislativa”. Helder Paiva (PSDB): “Na Assembléia, faço parte de um partido que, no plano nacional, faz oposição aos governos do PT. Mas é o que tenho dito: o Acre vive um momento em que todas as forças políticas têm que convergir para este ideal de buscar o desenvolvimento através de obras fundamentais para o nosso povo. É por isso que estamos aqui”. Luiz Gonzaga (PSDB): “Eu não discuto a questão partidária. Eu sou de uma região isolada, que é a do Juruá. Como homem dali eu sei o que significa o sofrimento de viver isolado por falta de estradas. Então, eu não poderia deixar de apoiar obras como essas”. Nilson Areal (PL): “Visitar uma obra dessas, ver o que está acontecendo, no momento em que faço às malas para deixar a Assembléia e assumir a Prefeitura de Sena Madureira, eu chego à conclusão de que valeu à pena lutar, ao lado alguns companheiros, para defender esse governo. Não há como ficarmos contra os projetos cujos resultados são esses que a gente está vendo aqui”. Pérpetua Almeida (PC do B), deputada federal: “Eu fico muito satisfeita em saber que, fruto do nosso trabalho, fruto da união da bancada com o governo, estão acontecendo obras como essas. Vale à pena vermos o que está acontecendo aqui. Eu sempre digo que vale à pena ser deputada federal e pôr dinheiro para o Acre quando temos um governo que trabalha e dá satisfações de cada centavo empregado nas obras”. Deputado Juarez Leitão – Líder do PT - Essas obras são, juntamente com outras obras de infra-estrutura que estão sendo feitas no Acre, são demonstrações de que esse governo tem uma preocupação coma a capital e com o interior do nosso estado. |
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