| COTIDIANO | |
MS quer reduzir índices de mortes por causas mal definidas Cobertura do SIM deve ser aumentada no Norte e Nordeste |
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O governo federal, por meio do Ministério da Saúde (MS), está investigando os motivos de mortes por causa mal definida nas regiões com maior incidência dos fatos. O objetivo é reduzir o percentual de óbitos e aumentar a cobertura do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) no Norte e Nordeste do país. O consultor estadual Sebastião Alves de Araújo explicou que o relatório com os dados do ano passado ainda não foi fechado, motivo pelo qual o MS pede pressa no trabalho de investigação. No Acre foram registradas 2.867 mortes em 2005, sendo 700 delas por causa mal definida, o que representa 23,4% do total, considerado um número alto. O trabalho é feito a partir dos dados contidos na declaração de óbito. Com o resumo das informações sobre os motivos das mortes será possível apresentar um retrato fiel da situação nas duas regiões pesquisadas. “Com a atualização dos dados, o Ministério da Saúde terá subsídios para a operacionalização de políticas de saúde pública e as ações de contenção de caráter epidemiológico em curto, médio e longo prazos”, ressaltou. As atividades dos consultores contratados e treinados pelo MS para executar o serviço incluíam a fiscalização nos cemitérios clandestinos. Essas áreas, segundo o consultor estadual, são consideradas numerosas e precisam ser legalizados ou impedidas de continuar funcionando. Para a execução do serviço o grupo conta com o apoio da Gerencia Estadual de Vigilância Sanitária (Gevisa), Ministério Público Estadual e Secretaria Municipal de Meio Ambiente, entre outros. Sebastião afirmou que os cemitérios clandestinos oferecem duas agravantes: a primeiro é o impacto ambiental tanto na contaminação do lençol freático do solo e da população, que tem contato com cadáveres sem ter definida a causa de sua morte. A segunda é que quando existe um cemitério clandestino significa que os sepultamentos também são feitos na clandestinidade, isto é, sem o atestado de óbito e sem a declaração da causa da morte. “Além disso, as pessoas que realizam os sepultamentos não estão capacitadas para isso. Elas não têm conhecimento de como a ação é feita e estão desprovidas de material que proteja sua saúde, como luvas e botas”, concluiu. A população poderá ajudar no trabalho de fiscalização dos cemitérios clandestinos por meio de denúncias para o telefone 3224-6724 ou no Departamento de Ações Básicas de Saúde (DABS). |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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