POLÍTICA

Gestão territorial em terras indígenas em discussão

Estado apresenta estudo detalhado no etnozoneamento


Seminário vai reunir lideranças
indígenas para discutir tema


Andréa Zílio 

 
Áreas legalizadas na ocupação indígena são protegidas por lei, mas fazer a gestão nestas terras ainda é um desafio no Brasil. Na Amazônia, o Estado do Acre sai na frente com um trabalho que se tornou constante, e que ganhou o nome de etnozoneamento.  

Um estudo detalhado da terra indígena, identificando áreas de pesca, de caça, e de outras riquezas naturais que podem ser exploradas de forma sustentável. É exatamente o resultado deste trabalho que abre a porta para uma discussão mais ampla durante o “Seminário Gestão Territorial em Terras Indígenas”, que inicia amanhã e encerra no dia 24. Uma programação extensa que discutirá a partir do que o Acre construiu nesta área, as perspectivas e ações futuras.

O objetivo do seminário é tratar do futuro da gestão territorial em terras indígenas, definir o conceito e marco legal na gestão destas áreas, e propor diretrizes para tal gestão. Junto a isso, será lançada a revista “Aprendendo com a natureza”, e será apresentado os vídeos “Etnozoneamento da Terra Indígena Mamoadate e Manejo dos Quelônios”.

“O Acre desenvolveu uma metodologia de pensar a gestão territorial de forma participativa, e essa maneira de trabalhar é algo que pode servir de exemplo”, diz o secretário de Meio Ambiente (Sema) e presidente do Instituto de Meio Ambiente (Imac), Carlos Edegard de Deus.

No Estado o etnozoneamento está sendo trabalhado em cinco terras indígenas, são elas: Rio Gregório, Caucho, Katutkina/Kaxinawa de Feijó, Colônia 27 e Caeté. Sendo que nestas terras estão os povos das etnias Yawanawá, Katukina, Kaxinawa, Shanenawa e Jaminawa.

Será entregue para cada representante destas cinco terras, os mapas temáticos: mapa histórico, de caçada, de recursos hídricos e ocupação humana, de pesca, de extrativismo, de ameaça e de vegetação.

Discutindo a gestão territorial - A programação do seminário apresenta mesa redonda, discutindo o tema: “Futuro da Gestão Territorial em Terras Indígenas. O evento, segundo a gerente do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), Magaly Medeiros, apresentará aos representantes das terras indígenas, os resultados alcançados nas cinco terras, e a partir daí será possível definir as diretrizes para a gestão destas terras.

Magaly diz ainda que representantes da Funai e Ministério do Meio Ambiente (MMA) foram convidados a participar do seminário, para conhecerem o trabalho, e quem sabe, adotar a metodologia usada no Acre.

Serão três dias de intensa discussão, apresentação de trabalho, e propostas para a gestão territorial em terras indígenas, que marca mais um avanço do Estado do Acre.

 
 
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Rio Branco-AC, 21 de novembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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