POLÍTICA

Nilson Areal entrega casas a famílias pobres em Sena Madureira

Residências foram construídas pela prefeitura com apoio do governo

 


A antiga escola Siqueira de Menezes, que se transformou em um retrato da miséria em Sena Madureira, onde houve várias denúncias de prostituição infantil e drogas, agora será demolida pela prefeitura daquele município. O prefeito Nilson Areal entrega nesta quinta-feira casas populares com banheiro, quarto, sala, esgoto e lavanderia a dez famílias que atualmente vivem no local.

A obra, executada pela prefeitura de Sena, contou com a parceria dos governos federal e estadual. “Nossa meta é construir mais casas populares para diminuir o déficit habitacional no município. Retirar aquelas famílias que vivem em condições subumanas para um lugar decente é o mínimo que podemos fazer para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, diz Nilson Areal.

O prefeito garante que o apoio do Governo do Estado, através do Adjunto da Solidariedade, foi fundamental para a realização do projeto. Ele destaca ainda o empenho do Ministério Público, através do promotor de Justiça Dayan Albuquerque, que ajudou bastante para que a construção da obra acontecesse. “Só tenho a agradecer ao governador Jorge Viana, ao promotor Dayan e a tantas outras pessoas que se sensibilizaram com a situação das famílias pobres que vivem há anos em um lugar que não oferece as mínimas condições de habitação”, observa.

A desempregada Rosalina da Silva, 31 anos, quatro filhos disse que mora no local há dois anos e que já virou rotina o ataque de diarréia e gripe, principalmente em crianças com idade abaixo de dez anos. “Moro aqui porque não tenho para onde ir. É muito difícil conviver com o cheiro horrível de fezes, urina e com os tapurus e cobras venenosas entrando no quarto da gente”, conta.

Ela diz que espera ansiosa a entrega da chave de sua futura casa, já que foi uma das contempladas pelo programa da prefeitura. “Vim da colônia para botar as crianças na escola; ganhar uma casa nova é um sonho, vou cuidar bem dela”, garante.

Rosemeire Fernandes da Silva, de 33 anos, quatro filhos, conta que nos dias de chuva a situação piora bastante no Siqueira de Menezes. Os tapurus e outros vermes entram aos milhares nos corredores e nos quatros da ex-escola. “Já matamos muitas cobras venenosas, sem falar de outros animais perigosos que também vivem no esgoto a céu aberto que se formou no pátio da escola”, observa a moradora.

 
 
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Rio Branco-AC, 21 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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