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Tudo pelo meio ambiente Diocese lança neste domingo Campanha da Fraternidade voltada para a preservação da Amazônia |
![]() Padre Leôncio Asfury: Igreja não pode ficar indiferente à devastação da Amazônia |
O bispo da Diocese de Rio Branco, dom Joaquín Pertíñez, falará hoje às 9h20 com a imprensa sobre a Campanha da Fraternidade deste ano. O encontro vai acontecer no Salão da Diocese, na Praça da Catedral, Centro. O tema “Fraternidade e Amazônia” e o lema “Vida e missão nesse chão”, visam chamar a atenção das autoridades do país quanto à devastação das florestas e do meio ambiente, cuja preocupação nesse sentido ultrapassa as fronteiras do Brasil. Em nível nacional a campanha foi lançada ontem. No Acre ela será lançada neste domingo, 25, com a celebração de uma missa às 17 horas, na Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolhem um tema de grande relevância para lançar em discussão durante todo o ano. Em 2007, depois de observar um levantamento das queimadas e derrubadas na Amazônia, além de se reunir com o Ministério do Meio Ambiente, o clero não teve dúvidas, o tema seria voltado para preservação das riquezas naturais da região, por meio da sensibilização das autoridades e sociedade em geral. O pároco Leôncio Asfury lembrou que a Igreja não pode ver a Amazônia sendo devastada e suas riquezas levadas para outros países sem tomar a atitude para protege-la. O padre ressaltou ainda que o levantamento feito aponta que até a água da Amazônia está sendo vendida para a Ásia e Europa. “Com o enfraquecimento dos lençóis freáticos, as populações podem ser cada vez mais prejudicadas e a campanha vai incentivar a formulação de denúncias contra os desmatamentos e queimadas em toda a região”, explicou. As pesquisas apontam percentuais preocupantes de desmatamentos, o que exige a criação imediata de políticas de preservação da região. Segundo Asfury, possivelmente será criado um projeto de proibição de desmate por no mínimo dez anos, para que seja feito o replantio das árvores que foram arrancadas. “O temor da CNBB é de que o projeto de reflorestamento existente possa ficar apenas no discurso”, observou. Mais reforço para os fiéis ribeirinhos A CNBB vai incentivar o debate e criação de projetos de preservação da Amazônia, mas também deverá participar ativamente das ações envolvendo a atenção da igreja aos ribeirinhos da região. A intenção é enviar missionários para trabalharem junto às comunidades, fato que já foi amplamente comentada, porém, nunca atendida no nível da necessidade do setor. O padre Asfury lembrou que é importante sensibilizar igreja do Sul, que possui um grande número de padres e religiosas, quanto à necessidade de ceder missionários para a região. Ele lembrou que o Brasil envia religiosos para lugares como o Timor Leste, sendo que parte de seu território também carece de atenção especial. Asfury não é contra o envio de suporte para lugares pobres de fora do país, mas chama a atenção para as comunidades brasileiras que também clamam por um olhar atento. Objetivos específicos para alcançar a meta final Promover o conhecimento atualizado e crítico da realidade da Amazônia brasileira, dos seus povos tradicionais e das formações urbanas, em relação à diversidade de sua história, economia e cultura, os preconceitos e as falsas interpretações. Denunciar situações e ações que agridem a vida, os povos e o meio ambiente da Amazônia, como os projetos de dominação político-econômica que perpetuam modelos econômicos colonialistas. Apoiar e fortalecer iniciativas corajosas de denúncias das causas da violência e de seus responsáveis, que já fizeram correr muito sangue no chão da Amazônia. Promover a solidariedade e a partilha de experiência, saberes, valores e bens, na construção e difusão de alternativas de convivência diante do modelo consumista neoliberal, contribuindo para o fortalecimento da identidade, da autonomia e da soberania dos povos e das comunidades da região. Estimular a mudança de mentalidade que se expresse num estilo de vida simples e austero, respeitoso do ambiente e do próximo. Apoiar e fortalecer a presença e a ação evangelizadora da igreja na Amazônia, bem como suas iniciativas missionárias e de solidariedade social. Incentivar a participação e o controle da sociedade civil, com critérios de gestão socioambiental, na elaboração e implementação de políticas públicas e projetos locais, regionais, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento da Amazônia. | |
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