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Tião Viana * |
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Carta de agradecimento O meu pai, ao longo dos seus 78 anos de vida, nunca abriu mão de opinar sobre situações imprescindíveis para o cotidiano, meu, do Jorge e de todos que o cercam. Uma ponderação sua sobre o caráter, a personalidade, diz: “Meu filho... fique certo que o sentimento mais raro e dos mais admiráveis que se pode encontrar... é o da gratidão.” A área da saúde pública no Acre, sempre foi muito espinhosa. Muitos que a administraram, ficaram divididos em defender seus próprios esforços pela melhoria setorial, ou afundaram em melancolia, ou chocaram-se com exaustivas manifestações de reprovação por parte de setores da imprensa, da comunidade (muitas vezes ferida ao buscar atendimento), não raro alguns foram vítimas de desvios morais voluntários ou involuntários, poucos entregaram o bastião de bem com a vida pessoal e administrativa. Todavia, em regra sempre prevaleceu uma espécie de capitulação aos indicadores desfavoráveis ou mesmo a chamada crise de eficiência da gestão. Em alguns momentos encontramos avanços concretos e marcantes, como facilmente se pode constatar na estruturação da rede física do setor ocorrida nos últimos oito anos. O ambiente criado para acolher os doentes graves nas unidades de terapia intensiva, o Hospital do Juruá, o Hospital do Idoso, o Hospital da Criança, a unidade de neonatologia, as unidades de hemotransfusão, a hemodiálise como serviço permanente, o Centro de Saúde Modelo do Tucumã, com suas unidades satélites, A Escola Técnica de Enfermagem Maria Moreira Alves, a parceria com o Instituto do Coração - INCOR, com o Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia - INTO, A Residência Médica (já tendo formado em torno de 100 especialistas na FUNDHACRE), mais de 40 jovens profissionais concluíram o mestrado e muitos o Doutorado, abrindo admiráveis eixos de investigação científica, a rede de diagnóstico completamente reaparelhada em suas principais unidades, o Hospital do Câncer, com os dias e horas contados para ser inaugurado, a iniciação do Acre nos transplantes renais, o avanço esperançoso no controle social através dos COPS, a proclamação iminente da eliminação da Hanseníase, a reforma em curso da nossa maternidade Bárbara Heliodora, a edificação dos Hospitais da família na grande maioria dos Municípios, o SAMU, o saúde itinerante com mais de 250.000 procedimentos, nas localidades nunca antes visitadas por especialistas, etc... Certamente que esses avanços não têm sido suficientes, foram dados, sim, alguns passos de uma longa caminhada; faz muita falta ainda o atendimento humanizado que tantos esperam, mas certamente o curso de medicina, cuja primeira turma de 40 novos médicos que serão formados já neste final de ano, seguida por mais 40 todos os anos pode ser o início do novo paradigma, a favor da integralidade, da universalidade, da hierarquização, da melhor organização, enfim, da interface definitiva entre a dignidade humana e o serviço. Pois, não é difícil compreender que foram muitas as mãos que geraram acertos e avanços, muitas as intenções respeitáveis, as pressas, a boa vontade, etc; portanto também, parece-me justo simbolizar um forte ciclo de edificações por uma saúde mais justa, mesmo que não se diga a ideal, em vários companheiros que não estarão mais à frente do setor, como o são, a Doutora Suely Melo e o colega Dr. Amsterdan. Ambos estiveram imersos em um verdadeiro calvário, agindo com absoluta correção moral, espírito público, elevada responsabilidade social e dedicação constante. A política segue seu curso de ajustes e direcionamentos, o que é absolutamente natural e necessário, mas evidentemente, o Governo do Jorge e o do Binho, expressam a justa gratidão a todos cumpridores do seu papel pretérito, afinal todos um dia seremos pretérito. O amigo Amsterdan, cuja travessia, nessa função de Superintendente foi de 8 anos, talvez a maior experiência já vivida por alguém na área, entrega ao lado do Jorge a nova FUNDHACRE, sede atual do atendimento terciário do Acre, que qualquer um visitante, dirá ...que lugar respeitoso para os enfermos... fez muito sim, com a sua maneira espartana de ser, com as suas convicções, com seu modo de relação interpessoal e com a sua honradez. Um médico que nunca acomodou-se, um grande colega, um admirável pai, um professor de verdade, um estudante permanente... enfim alguém que foi imprescindível para que os novos gestores fossem formados e representados pelo Osvaldo e pelo Thor, os quais há oito anos eram médicos recém formados, recém- chegados e, cuja formação deve-se ao movimento intenso desencadeado nestes últimos anos para formar Mestres, Doutores, Professores e colegas com uma visão holística da saúde. Certamente, para alguns da política, vocês foram apenas personagens que passaram... pois, eu não paro aí, todas as vidas salvas e, as pessoas atendidas com dignidade nesse período, têm os seus vestígios e seus esforços, mas é assim...” o trem que chega... é o mesmo trem da partida... Obrigado! * Senador (PT-AC) |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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