POLÍTICA

Prefeitura realiza encontro para discutir violência contra mulher

Centro de Atenção aos Homens Autores de Violência deve ser criado

Rafael Bonamim/Asseimp
Rose Scalabrin disse que debates vão subsidiar criação do centro


Aquinei Timóteo

Não se pode mais pensar em políticas preventivas de violência contra a mulher se o homem não estiver inserido na reflexão do problema. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social e a Coordenadoria Municipal da Mulher promoveram ontem pela manhã, no auditório da Secretaria das Cidades, o debate sobre os homens autores de violência, com o sociólogo Roberto Marinho Amado, do Centro de Estudos, Atenção e Referência para Homens (Cearh), do Rio de Janeiro.

Roberto Marinho veio mostrar um pouco das experiências que vêm sendo empreendidas no Cearh. Para ele o combate à violência contra a mulher não pode prescindir de um trabalho de conscientização interfamiliar e de gênero.

“Não adianta combater a violência contra a mulher, se não se pensa os dois lados do problema: existe o lado do agressor e o lado da vítima. É necessário desenvolver um projeto que atenda aos homens autores de violência”, explicou Marinho.

Os debates têm o objetivo de implementar em Rio Branco o Centro de Atenção aos Homens Autores de Violência.

Centros como este já existem em São Paulo, no Rio de Janeiro e parcialmente em Recife.

“Há algumas décadas a gente vem trabalhando a situação das mulheres frente a essa temática, mas a figura do homem ficava de lado, não se trabalhava o agressor; apenas a vítima. Os debates de ontem têm o objetivo de implementar as bases para um serviço de atenção aos homens autores de violência”, destacou a Coordenadora Municipal da Mulher, Rosali Scalabrin.

No Cearh do Rio de Janeiro, o sistema de atendimento aos homens é feito por meio de grupos reflexivos, debates e palestras.

Como preceitua a Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, em seu Art. 35, parágrafos IV e V, os programas e campanhas, como também, os centros de educação e de reabilitação para os agressores devem contemplar medidas interfamiliares e de gênero que apontem para uma política pública que tenha como foco importante a ser trabalhado, a figura do homem, a figura do agressor.

“Encarando o tema como uma política de governo e o homem como centro da problemática – porque não se pode excluir a participação dos homens – poderemos formar uma sociedade mais igualitária entre homens e mulheres”, finalizou Roberto Marinho.

 
 
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Rio Branco-AC, 22 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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