OPINIÃO
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Orlando Sabino *

 

Petróleo e gás, as oportunidades para as micros e pequenas empresas

A propósito da proposta do Senado Tião Viana de iniciar um estudo de prospecção de petróleo e gás no Acre gostaria de entrar no debate, discutindo, caso se confirme à presença dessa estratégica matéria-prima em nossa região, as possibilidades que se abrirão para o segmento dos micro e pequenos negócios.

A recente flexibilização do monopólio do petróleo no Brasil está desencadeando um ciclo de grandes investimentos na cadeia do petróleo e gás, colocando-a como uma das de maior prosperidade do país em relação a negócios nesse início de século.

O negócio petróleo e gás tem sido impulsionador de inúmeros setores que em torno dele orbitam (metal-mecânico, eletro-eletrônico, químico, tecnologia da informação, serviços gerais, etc.) impactando o desenvolvimento de municípios e estados.

A diversificada gama de bens e serviços que são ou podem vir a ser fornecidos por micro e pequenas empresas nessa cadeia sinalizam a possibilidade de ampliação das oportunidades para os pequenos negócios. Isso significa que a cadeia tem alto potencial de contribuir para o grande desafio do Brasil e do Acre em particular: promover o crescimento econômico com redução das desigualdades.

O SEBRAE a nível nacional, para remover obstáculos que inibem o florescimento de novos pequenos negócios e a evolução dos existentes na cadeia do petróleo e do gás, desde 2004, se aliou a ONIP com o apoio do Governo Federal, para executar o Programa da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás em estados que exploram, produzem ou refinam petróleo, como: AM, CE, RN, AL, SE, BA, ES, MG, RJ, PR, RS.

O objetivo da proposta é construir um ambiente favorável para a inserção competitiva de pequenos negócios na cadeia do petróleo e gás. A essência desse ambiente favorável é a remoção dos obstáculos que inibem o florescimento de novos pequenos negócios e a evolução dos existentes na cadeia. E isso não depende apenas de ações de governos, mas também da própria sociedade organizada e da iniciativa privada, atuando todos de forma cooperativa.

A estratégia visa criar e articular redes locais institucionais e empresariais, onde os diversos participantes desenvolvem vínculos consistentes de interação, cooperação, aprendizagem e negócios, para o aproveitamento de oportunidades e superação de obstáculos para a inserção das pequenas empresas e para o desenvolvimento da cadeia produtiva local, visando o crescimento econômico e a competitividade dos territórios com redução das desigualdades; como também promover o uso do poder de compra e venda e da responsabilidade social de grandes empresas para capacitar e desenvolver pequenas empresas fornecedoras e distribuidoras, efetivas ou potenciais, visando à melhoria das relações de fornecimento na cadeia, o atendimento dos altos padrões de desempenho exigidos pelas grandes companhias petrolíferas e a ampliação das vendas das pequenas empresas.

Os resultados alcançados pelos estados participantes são promissores e têm garantido a participação, cada vez mais crescente de micro e pequenas empresas ao longo de toda a cadeia. No Acre temos todas as condições de construir um ambiente favorável de fortalecimento das MPE’s para o aproveitamento, socialmente mais justo, para essa outra possível riqueza natural.

Portanto, logicamente tomando todas as precauções ambientais e sociais que esse tipo de exploração requer, vislumbro janelas de oportunidades concretas para a dinamização econômica local via a micro e a pequena empresa.

* Economista e superintendente do Sebrae no Acre

 

 
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Rio Branco-AC, 22 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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