| POLÍTICA | |
Professores voltam à sala de aula depois de duas semanas de greve |
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Os trabalhadores da Educação do Estado encerraram ontem uma paralisação que já durava duas semanas. A decisão de voltar às salas de aula foi tomada durante uma reunião ocorrida em frente à Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), quando os professores resolveram retornar ao trabalho e aguardar a proposta do governo, que somente aceitou voltar a negociar depois do mês de junho, período em que acontece a eleição da nova diretoria da entidade. As manifestações, que tiveram início no dia 10 de abril, acabaram perdendo a força por causa das divergências que envolveram os membros do sindicato da categoria (Sinteac). As brigas, que culminaram no “racha” entre as principais lideranças do setor, tiveram como ponto de partida as acusações de que a atual presidente da entidade, Alcilene Gurgel, estaria usando o movimento como palco para a campanha eleitoral. Em resposta, a presidente se defendeu dizendo que em nenhum momento teria afirmado que seria candidata à reeleição, tendo ela supostamente acusado aliados, como a vice-presidente da entidade, Almerinda Cunha, e a deputada Naluh Gouveia (PT), de terem se colocado do lado do governo nas negociações. As divergências levaram muitos manifestantes a retornar às salas de aula entes do encerramento da greve e fortalecido a permanência na escola de outros que sequer haviam aderido ao movimento. Alcilene Gurgel explicou que durante a assembléia de ontem, no centro da cidade, ficou firmado que a categoria voltará a se mobilizar em defesa da equiparação de salários com outras secretarias (isonomia) depois do mês de junho, o que poderá resultar em outra greve. Por outro lado, a vice-presidente, Almerinda Cunha, que não participou da última manifestação, classificou o movimento como o “palco do desamor”. Segundo ela, a própria categoria já havia entendido que não daria para avançar no diálogo com o governo antes da eleição da nova diretoria do sindicato. “A boa liderança tem que saber a hora de começar e de parar”, enfatizou. Em relação à reposição das aulas, o gerente de Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação, Josenir Calixto, explicou que algumas escolas já estão apresentando para o setor a reorganização do calendário de reposição das aulas. De acordo com ele, os professores terão que repor 17 dias (da paralisação) para completar o total dos 200 dias letivos. Das 91 instituições de ensino Rio Branco, muitas não aderiram à greve e, ao final da paralisação, a maioria já havia voltado ao trabalho, restando apenas algumas poucas, como as escolas Glória Peres, Carlos Casavecchia, Ramona de Castro e Serafim Salgado. Além da capital, apenas dois municípios permaneciam em greve até ontem no setor de educação: Xapuri e Plácido de Castro. |
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| Com Moisés Alencastro |
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