Desde o mês de abril deste ano o município de Brasiléia passou a integrar o Programa Compra Direta da Agricultura Familiar. O investimento é de R$ 119.971,80. Participam do programa 54 agricultores familiares do Pólo Agroflorestal do município. A distribuição é feita a 11 entidades beneficentes.
São parceiros do Compra Direta de Brasiléia a Prefeitura do município, Associação de Produtores do Pólo Agroflorestal, CONAB e Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). Segundo o técnico da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, Raimundo Rodrigues responsável pela operacionalização do programa, na realidade mais de 100 famílias de agricultores familiares estão envolvidas com o Compra Direta.
O programa tem provocado mudanças na vida das famílias dos agricultores familiares porque assegura uma renda mínima de cerca de R$ 250 mensais, uma complementação de renda para o agricultor familiar. Promove também o desenvolvimento local por meio do escoamento da produção para consumo na região produtora.
Essa é uma modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que tem como objetivo também garantir o direito à alimentação aos cidadãos que vivem em situação de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar. Em Brasiléia beneficia 2.970 pessoas através da entrega de produtos a 43 instituições beneficentes.
A distribuição é feita às terças-feiras. São hortaliças, frutas, polpa de frutas, legumes, verduras, produzidos sem nenhum tipo agrotóxico e cultivados por agricultores familiares.
Experiência de reforma agrária
O Programa de Pólos Agroflorestais é coordenado pela Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e tem o objetivo de criar pólos de produção agroflorestal nos municípios do Estado.
Sua meta principal é proporcionar a inversão do processo de êxodo rural, buscando manter as famílias nas áreas de assentamento, favorecendo a geração de emprego e renda.
Os pólos de produção agroflorestal buscam a substituição do atual modelo de desenvolvimento assegurando às gerações futuras a sustentabilidade necessária e uma melhor qualidade de vida para quem neles vive e trabalha. A utilização diversificada de culturas como frutíferas, hortaliças, leguminosas (adubação verde), essências florestais, culturas temporárias e a criação de pequenos animais, diminui a incidência de pragas e doenças, pois a estrutura natural fortalece o funcionamento da cadeia alimentar evitando, com isso, o uso de produtos químicos e a poluição dos solos e dos produtos, afastando assim o risco de contaminação dos consumidores.
A diversificação de culturas garante também a produção durante todo o ano, elimina o possível prejuízo total da produção, além de garantir uma melhor distribuição de mão-de-obra ao longo do ano por serem diferentes culturas. (Terezinha Moreira/Seaprof) |