Santa Rosa no cenário político
Um dos municípios menos expressivos do país, em todos os aspectos que a mente humana suponha imaginar, Santa Rosa do Purus, com seus menos de quatro mil cidadãos - oitenta por cento deles de origem indígena -, vive esta semana o burburinho de uma metrópole, respeitadas as necessárias proporções.
Palco do programa da segunda edição do programa Assembléia Aberta, criado pela Assembléia Legislativa do Estado, a cidade se transformou no foco das atenções da imprensa acreana, que acompanha o desenrolar dos debates entre os representantes do povo e a comunidade local, praticamente isolada do restante do Acre.
Empresários, deputados e vereadores da cidade discutiram questões para a promoção do desenvolvimento sustentável na região. Presentes ao ato, além dos parlamentares, estavam representantes de diversas instituições, como o Exército, Incra, Caixa Econômica Federal, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e representantes do governo peruano
Santa Rosa está localizada à margem direita do Rio Purus, distante quatro dias de barco da cidade de Manuel Urbano e seis dias de Sena Madureira. Para chegar à cidade, somente de barco e ou de avião. A estrada, embora exista projeto, ainda não rompe as densas florestas que abrigam índios de diversas etnias.
Para o presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães, a realização de sessão do Assembléia Aberta na cidade significa garantir a integração do Estado por meio de atos políticos que vislumbrem a melhoria da qualidade de vida das populações do interior. Por isso a presença maciça dos deputados, que aproveitam para ouvir as reivindicações da comunidade. |