Dia 25 de maio é comemorado o Dia da indústria - data especial para os empreendedores industriais acreanos - que se espalham pelo Estado do Acre para produzir riqueza e fazer dela um instrumento de efetiva transformação social, sobretudo por meio da geração de empregos.
“De todos os portes - micro, pequenos, médios e grandes -, esses empresários têm em comum o compromisso de contribuir e participar da construção do Estado do Acre, com fé, esperança, confiança e obstinação”, analisou João Francisco Salomão, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac)
Hoje, o Sistema Indústria do Estado do Acre busca a excelência e a inovação do parque fabril para garantir o crescimento sustentável do Acre e a promoção e articulação do setor industrial acreano em torno das grandes questões em discussão, como a defesa das Reformas Fiscal, Trabalhista, Previdenciária, e a Política.
Assim, a Fieac, o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) desenvolvem atividades de excelência em formação profissional, inovação tecnológica, responsabilidade social e desenvolvimento empresarial.
“Sabemos que ainda há muito a ser feito no Acre para desenvolvê-lo. Mas, a Fieac de hoje pensa a indústria acreana de longo prazo, administra para o agora e para o amanhã. Assim tem sido e vai continuar”, disse Salomão.
O Dia da Indústria foi instituído pelo Presidente Juscelino Kubitschek, em 1957. No mesmo ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) criou a Medalha do Mérito Industrial. A medalha nº 1 foi entregue ao Presidente JK.
Excepcionalmente este ano, as condecorações de Mérito Industrial, Destaque Empresarial e Destaque Sindical serão entregues no jantar comemorativo aos 20 anos da Fieac, que será realizado no na primeira semana de julho, no Ginásio do SESI.
Fieac: 20 anos de representação da indústria acreana
O sonho da criação de uma Federação das Indústrias do Estado do Acre foi adiado durante mais de uma década. Trabalhando com tenacidade para alcançar esse objetivo, os industriais começaram a desenvolver ações, logo a partir de 1973, para se organizarem em associações de classe, por grupo de atividades. Pela legislação daquela época, era o primeiro passo para a criação de sindicatos patronais. Exigia-se também um mínimo de cinco sindicatos para viabilizar uma federação autônoma. Nesse período a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) tinha sua jurisdição estendida ao Acre.
Não foi um processo fácil, mas após o reconhecimento oficial de cinco sindicatos, estavam reunidas as condições para implantar a Federação das Indústrias do Estado do Acre e, consequentemente, o desligamento da jurisdição da FIEAM – que sempre agiu como maior incentivadora para se alcançar essa independência. O primeiro sindicato a se organizar foi o da Indústria da Construção Civil do Estado do Acre (Sinduscon), em 1985; seguido pelo Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Acre (Sindpan), em 1986. Enquanto que em 1987 foi homologada a criação do Sindicato da Indústria de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeira do Estado do Acre. Ainda em 1987 ganha forma o Sindicato de Olaria do Estado do Acre (Sindoac). E em 1988 é reconhecido o estatuto do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Acre (Sindgraf).
Finalmente, em sete de julho de 1988, os representantes sindicais, reunidos em assembléia geral, aprovam a fundação da entidade, que te como presidente provisório, escolhido em escrutínio secreto, o empresário da construção civil, Naildo Carlos de Assis. Em 10 de dezembro do mesmo ano, a Fieac elege, enfim, a sua primeira diretoria liderada pelo também empresário da construção civil, Jorge Wanderlau Tomás. |